Ignoro o que pensam…
Perdôo o que dizem:
Sou assim.

Pois mesmo sem fundamento:
Conspiram a meu respeito
E gracejam: que despeito!

Relevo, eles têm em si, o ciúme doentio
Desse mal eu não sofro e nem sinto.
Coitados não sabem os seus fins

E só os ingênuos, vagam ao léu.
Pois até as abelhas trabalham em conjunto
E nos satisfazem com favos e mel

E certos meliantes se iludem enfim.
Atrás de besteira deliram ao léu.
E por esses envios divisam o fel.

E com o efeito, curtem seus dias…
Brindando nostalgias.
Ilusões e boemias

E forjadas fantasias.
Até se debruçar.
Na mesa tosca, do velho bar.

***

Clóvis Lencione, de Santa Rita do Passa Quatro - SP,  é inventor e leva sua inventividade também para as Letras. Foi editado em diversas antologias e escreve para jornais locais.