Pesquisa personalizada

Fênix

Postado por Clube Em 01 Aug 2007 | Em: Antologias

Sou eterno!
Não há derrota ou sofrimento
que me impeçam de viver mais um momento.
Noutro instante me torno gigante.
Quando tudo estava perdido e eu estava caído,
ressurgi.
Levantei e venci!
Quando me sentia afogando
dei mais uma braçada e pisei firme em terra.
Quando mostrava estar mudo
soltei com força meu grito de guerra.
Se um dia tive medo
no seguinte fui pra batalha,
não temia escuro, nem represália.
Se às vezes, fui fogo de palha,
noutras incendiei o mundo com meu calor.
Se às vezes fui pequeno como gota d’água,
noutras saí inundando de ânimo,esperança e amor.
Se num momento fui grão de areia,
uma coisa feia ou estranha,
noutro fui uma bela e imponente montanha.

Sou assim!
Renasço, ressurjo, reacendo!
Quando eu parecia oco,
uma casa vazia,
eu estava cheio…
transbordando de poesia.

***

“À minha esposa Lucinda e aos meus filhos Herbert e Patrick”

***

Carlos Soares de Oliveira, de Governador Valadares - MG, tem diversos prêmios literários e publicações, menções honrosas e presença constante no mundo da poesia. Destaque para Poetas Brasileiros de Hoje – 1986, Instituto Internacional da Poesia e o 19º FESP – Festival Estadual de Poesia – 8º lugar e publicação no livro Poesia de Bolso.

Conflitos e Do caos à poesia

Postado por Clube Em 01 Aug 2007 | Em: Antologias

Conflitos

Lá fora a calmaria.
Aqui dentro, um turbilhão.
Vejo o caminhar de uma romaria
e, em mim, a confusão.

Olho para os lados,
Olho para o céu e para o chão.
Meu Deus, o que faço?
Onde está o que procuro, então?

E, como um raio,
Vem a resposta em um clarão:
“Mergulha-te em ti,
e encontrarás a solução”.

Do caos à poesia

Dentro de mim habita o caos,
Ora sou esperança,
Ora sou fantasia,
Há momentos que sou apenas tristeza
Há outros que sou quase euforia.
Às vezes sou tudo.
Às vezes, me sinto um nada:
Apenas um leve suspiro de ressentida melancolia.
Mas renasço em cada palavra
Quando do caos eu me gero
E resplandeço em poesia!

***

Adriana Aparecida de Oliveira Pavani, de Barra Bonita - SP, sempre gostou de escrever, mas só em 1997 começou a tornar públicos os seus textos. Esperantista, dedica-se à divulgação da língua internacional Esperanto, ora publicando artigos a seu respeito, ora colaborando no ensino da língua, através da internet. Gosta de Fernando Pessoa, e, por pensamento, “Quando o servidor está pronto, o serviço aparece” (André Luiz).

A atriz e o poeta

Postado por Clube Em 01 Aug 2007 | Em: Antologias

Como se o sopro da vida não bastasse
Sintonizado com a inspiração divina
O princípio inteligente sobre a terra
Num repente fez nascer a arte…

Barroca, romântica, surrealista
Cômica, trágica, satírica
Oscilando entre o profano e o sagrado
A mais autêntica das expressões humanas
Desde os primórdios transforma o mundo
Por todo canto, por toda parte…

E da plenitude artística dentre tantas
Escolhi você minha atriz de tez morena
Para dar rítmica, luz, ação e primazia
Aos meus versos embriagados de vida
Altiva e imponente artista de caras e bocas
De corpo caliente de fala macia…

Sedutora cúmplice das artes
Interprete sem perguntas, sem juízo
O papel que te cabe com ardor
Tua arte é teu céu, teu dom de ofício
A fundir nossos devaneios e loucuras
Na busca do bom e do belo sintetizados no amor…

Abandone a solidão do camarim
Pise este palco carmim que é todo teu
Transborde esta emoção por inteiro
Somente peço que sejas verdadeira
Pra não frustrar e não levar ao desencanto
Esta platéia em delírio que sou eu…


Ao poeta:

Compartilho de teus ideais, aspiramos os mesmos sonhos. Tua atriz

Meu poeta,
A quem o criador deu a sublime missão
De manipular palavras com sensibilidade e maestria
Tornando o fardo mais leve ao viandante
Que perdido caminha solitário na negritude da noite
Capaz de captar sons no silêncio de angústia da alma decaída,
De perceber o imperceptível ao comum dos mortais
E que mesmo imerso na dor alça vôo
Aos recônditos de si mesmo fazendo brotar
Flor em perfume do pântano da vida
E água cristalina da pedra triste incrustada na rocha…

Siga confiante! O mundo precisa de ti
E que os teus vôos brilhantes e repletos de criação
Como os das borboletas coloridas
Sobrevivam aos caçadores de ideais
A fumaça que esconde o teu céu de estrelas
Ao concreto que rouba a abstração poética das cidades
E ao cenário urbano de gravatas apressadas, vis metais e incertezas
Que umedecem teus olhos, mas não sepultam teus sonhos
Que a tudo sobrevive apesar dos homens.

***

Cosme Belizário Batista, do Rio de Janeiro - RJ, diz que “escrever, pra mim, é necessidade quase que vital. É uma viagem de muitas descobertas que às vezes transcende a tudo”. Compositor com participação em festivais de música no Rio de Janeiro, gosta de ler Cora Coralina, Clarice Lispector, Vinícius de Moraes, Milan Kundera e Herman Hesse, entre outros. Acredita que “Um país se faz com homens e livros” (Monteiro Lobato), “porque só a educação mudará a face do planeta”.


Blog Trivial do Sergio Grigoletto