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Cafajeste!

Postado por Clube Em 08 Aug 2007 | Em: Clube

 

“Mulher abre a guarda muito facilmente”
(Rubens Paçoca, tatuador de praia e vendedor de amendoins)

Fomos separados no berço, eu e minhas gêmeas virtudes. Vai daí que praticamente nasci o cafajeste que hoje sou. E é premissa do cafajeste nem sofrer por sê-lo, nem se sentir culpado por impor aos outros características suas.
Fazer sofrer uma mulher? Ah! Isso é tão pouco perto do que posso fazer… Não me culpo, não! Nem estranho minha vil natureza, pois me sinto tão à vontade nela… O que seria da insensatez e da insensibilidade se eu – muito primorosamente – não levasse seus estandartes?
Acho que exalo essa masculinidade sutil, disfarçada em atitudes reprováveis. Será? Bem, que seja… Mas a quem possa pensar que não sinto quase nada ou que não dou valor a uma ardente lágrima que provoco involuntariamente, informo: como se enganam! Também eu posso sentir a força de um desejo arrasador na sua mais pura forma: a de um olhar nos olhos da vítima que vou abater. E é aí que tudo começa…
Quando faço um contato visual trato de fazer com que pareça casual, mas eu já dei uma geral no ambiente, verifiquei as possibilidades e, como diz um colega meu, considerei as “avaliáveis” (colega este que não posso afirmar que pertence à categoria, mas não afasto a possibilidade…). Eleita a minha presa, ataco sem dó nem piedade, e que tudo seja por prazer… Continue lendo»

Visaoparalela.com*

Postado por Clube Em 08 Aug 2007 | Em: Antologias

    Visão paralela… Não sei por que caminhos adentrei. Fui longe de mim para encontrar-te. Desbravei minhas verdades e desvendei meus conceitos imperfeitos, sem sentido, sem rumo certo… Muito destemida percorri veredas sem saídas num labirinto intermitentemente prolixo, ressonando e emitindo sons de acordes nada sintonizados. Quase desisti. Resisti ao desafio e fui fundo na grandeza daquela correnteza e, do vazio de meu coração, preenchi-o com ternura, carinho, num êxtase de loucura, vi-me envolvida na paixão dos teus reflexos, um pouco desconexos dos meus. Este desafio mostrou-me o teu mundo ao meu redor que, como o sol, senti o teu calor e, como as estrelas, senti-me iluminada e apaixonada pelas profecias entre o Céu e a Terra nas tuas perceptíveis histórias de amor. Meu coração se enalteceu e foi, nesse contexto, que eu descobri quem tu és e quem realmente eu sou. “Enquanto as estrelas brilharem no Céu, meu encanto por ti – poesia – permanecerá vivo”. Vibração, sintonia, emoção em busca da concretização dos nossos sonhos, eu e tu somos um, em nome do verdadeiro amor, vivendo em nosso letrado Paraíso…
“União X Verso”.

Visaoparalela.com/poesia = União X Verso = Universo

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Valdea Soares Vianna, de Niterói - RJ, , a Valdea Sianna, é poetisa, compositora e escritora. Participante de algumas entidades literárias, foi premiada várias vezes. Autora de três Livros Falados musicados. Divulgadora do Clube do Livro Falado AnaLu, que tomou a iniciativa de produzir nos últimos anos para a Academia Brasileira de Letras, livros falados de imortais, visando levar as metonímias e metáforas de nossos grandes literatos aos portadores de deficiência visual.

Boêmio

Postado por Clube Em 08 Aug 2007 | Em: Antologias

    O papel amarelecido pelo tempo jazia na velha caixa de papelão. Já o sabia de cor. Assim mesmo, todo ele, os parágrafos, os pontos e vírgulas, as marcas das dobras e principalmente aquele borrão que nunca conseguiu identificar, mas poderia jurar que era uma lágrima. E esse era seu único consolo. Diante da loucura iminente, buscava naquele pedaço de papel, vislumbrar o líquido cálido deslizando pela face angelical e sucumbir sobre a palavra “sonhos”. E tudo então se abrandava. Sonhos borrados por uma lágrima tinham o poder de curar sua dor.
Fechou a caixa. Inspirou profundamente, prendendo a respiração por alguns segundos, punhos fechados, soltou o ar lentamente, suavizando a pressão das mãos. E a vida segue.
Gostava da boemia e de tudo o que ela significava. Os ditos boêmios de hoje em dia, são uns vagabundos sem rima! Não morrem mais de doenças no pulmão. Morrem de tédio! Mas ele não, se tivesse que morrer (era imortal, tinha certeza) seria batucando uma caixa de fósforos, ouvindo o Velho Luciano, com aquela cara de querubim, entoando um samba do Adoniran.
Não podia ser um boêmio vagabundo, pois além dos amigos do bar da esquina e da poesia, tinha uma casa, mulher, filhos, netos… e todas as coisas que acompanham essa tralha toda. É, Vinícius, mas não tem nada não, tenho meu violão, pensava. E graças a ele, o cavaquinho e o bandolim, a tralha toda aprendeu a gostar da boa música e acompanha esse boêmio no almoço de domingo num coral desafinado e cheio de emoção.
E a vida segue, às vezes sem sentido para quem não consegue enxergar poesia num sonho borrado de lágrimas.

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Ivone de Oliveira, de Caraguatatuba - SP, , nas palavras de sua irmã, a Amiga de Letras Rosemary, “sempre foi a alma da casa e espelho dos amigos”. De personalidade forte e leitora voraz, escreve por intuição, assim como faz quase tudo na vida. Seus escritos nunca antes foram conhecidos e vêm agora à luz graças à vontade demonstrada de fazer parte do Clube Amigos das Letras, trocar experiências e, principalmente, compartilhar o dom da criação literária.


Blog Trivial do Sergio Grigoletto