Limite
Postado por Clube Em 02 Aug 2007 | Em: Antologias
A moldura da janela
Limita minha visão
Mas também tira a tramela
Da minha imaginação
Existe o mundo que vejo
E aquele que imagino
Ambos estão entranhados
Um é pedra o outro é limo
O mundo que se descortina
Pelo umbral de uma janela
Entra na porta dos olhos
Sem bater sem fazer trela
É uma imagem pequena
Retalho do infinito
Incompleto pensamento
Carente de colorido
O mundo que se descortina
Na minha imaginação
Sai pela porta dos olhos
E afeta a minha visão
Faz da imagem um todo
Completa o infinito
Colore o preto e branco
Define e dá sentido
O mundo, agora completo,
De duas visões a junção
Da moldura da janela
E da minha imaginação
Dissolve-se totalmente
Quando saio da janela
E se forma diferente
Quando o outro chega nela
***
Maria Melânia Calado Alves Vieira, de Quipapá - PE, desde criança descobriu sua paixão pelo pensamento escrito, a poesia e a filosofia. Admira Fernando Pessoa e sua coragem em mostrar para o mundo que não tinha um estilo único, mas um estilo próprio de ser único na multiplicidade da sua arte de escrever.
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Maria Tereza Pontual Colasanti, do Rio de Janeiro - RJ, justifica a poesia com “Na palma da sua mão”, depois que Carlos Drummond de Andrade instigou novos debates sobre “No Meio do Caminho”. De tudo que a autora leu, cita Luigi Pirandelo (“Assim é, se lhe parece”), Sussana Tamaro, Campos de Carvalho e Clarissa Pinkola.
Custódio Martins Formoso, de Santa Rita do Passa Quatro - SP, é poeta, compositor, e tem suas obras editadas em cerca de vinte antologias e publicação num periódico italiano. Além dos poetas, gosta de ler José de Alencar e José Mauro de Vasconcelos. Trabalhou com várias editoras do Brasil em livros cooperativados e almeja o projeto do livro solo.
