O que se renova é permanente?
Postado por Clube Em 02 Aug 2007 | Em: Antologias
Abro o armário
Do quarto central onde durmo
Na primeira gaveta, a mais segura,
Guardo a indumentária
E saio nua no escuro
Procuro para além dos recantos abissais
Aquilo que de mim não sei
Atrevo-me por lugares obscuros
Teias de aranhas enrolam horizontes
E prendem os meus pés
Cristais sustentam catedrais
E põem luz no meu olhar
Eu hei de achar
A significação primeira
Nessa viagem temporária.
Ou ela estará lá, já
Matreira, sorrateira
Na gaveta do armário
Do quarto central, onde durmo,
Na primeira?
***
Letícia Marcondes Rezende, São Carlos - SP, diz que sua reflexão em lingüística a deixa sensível às questões de línguas e de linguagem e exige forte introspecção, facilitando a auto-análise e a emergência de representações profundas e significativas. Gosta dos poetas contemporâneos brasileiros e clássicos franceses: Verlaine, Rimbaud e Baudelaire.
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