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Reminiscência

Postado por Clube Em 03 Aug 2007 | Em: Antologias

Busquei lá no esquecimento
A mais viva lembrança
Apesar do tempo, ainda criança
Brincando com meu sentimento.

Da menina moça, a poesia
Que o poeta traz sempre presente
É como sentir a água fria
Lavando a alma da gente.

Dos teus lábios brota o sorriso
Dos olhos, pura emoção
Teu corpo, meu paraíso
Meus sonhos, mera ilusão.

Te fiz mulher fantasia
No meu castelo de areia,
Num mar que não existia
Tu foste minha sereia.

***

“Para Keila Pandolfo, Kenia Ribeiro, Rosellis Cristina Negromonte e Cleide Veríssimo”

***

Milton Barbieri, de São Paulo - SP,  é autor premiado em eventos literários, mesmo escrevendo apenas como passatempo. Sua característica é dirigir o leitor a reflexões de momentos da vida. Pesquisador, estuda a obra de Manuel Bandeira e Cláudio Manoel da Costa. “Uma viagem fantástica, vivenciar o romantismo de uma época”.

Fragmentos de um ser e Folhas

Postado por Clube Em 03 Aug 2007 | Em: Antologias

Fragmentos de um ser

Trêmula, imprecisa
A mão traça, numa folha esquecida
Palavras, desenhos…
Uma vã tentativa,
Um esboço inacabado
De emoções condensadas
Num espaço imaginário…
Neste pedaço do nada
Perdido no tempo
O coração se faz ouvir
Em gritos cortantes
Que do papel saltam à alma
E se desfazem no infinito…

Folhas

Folhas…
Unidades de um todo
Que se harmonizam,
Se integram…
Folhas…
Que guardam em si
A constante transformação.
Que geram energia, força…
Folhas…
Que se vão
Que caem ao solo
Numa visão do fim…
Folhas…
Que caídas se revertem
sob forças naturais
em um novo início…

***

“Para minha família, meu amado, meus amigos… expressão maior da vida! Amo vocês!”

***

Cátia Aparecida Lopes Nazareth, de Juiz de Fora - MG, é atuante no meio literário com livros, teatro e diversas outras participações. Apresentou o livro de poemas “Fragmentos de um ser” – 2003, coroando anos de militância nas artes. Como pensamento, adota um de Sócrates: “Em qualquer direção que percorras, a alma nunca tropeçará em seus limites”.

Cumplicidade

Postado por Clube Em 03 Aug 2007 | Em: Antologias

Chove na fazenda.
E a chuva, despudoradamente,
Cobre matas e invernadas
Aproveitando a ausência do vento.
É a água no cio…
A natureza submissa
Acolhe em silêncio
O sêmen gelado

De pingos e gotas
Ejaculados do céu…

Chove na fazenda.
Pássaros miúdos
Desenham estrelas
Nos galhos secos
Da árvore morta.
E o açude, impotente,
Comicha encrespado
Com resignação.

Do Arinos sobe uma neblina densa…
Profana…
Cortina de alcova
Camuflando o gozo do rio
Enquanto altivos buritis
Dissimulam a malícia do olhar
Sob seus cocares verdes
Eriçados pelos varjões.
Cumplicidade.
E as araras, mudas.
Enquanto a chuva despenha.

Chove na fazenda;
É a água no cio.
É o rio em gozo…
No verdor das matas
E amplidão das pastagens,
Vibra a vitória da vida:
Pacto eterno
Entre os Céus e a Terra…

***

“Ao meu marido Francisco e a meus filhos Gabriel, Guilherme e Genoveva”

***

Diva Maria Dechen J. Franco, de Colina - SP,  venceu, quando ainda estudante, prêmios literários com contos, publicações em livros. Como compositora, foi destaque em festival musical. Coordenadora pedagógica, confirmou ser a Literatura um suporte mágico para que o aluno adquira autonomia autora e produtora dos diferentes tipos de textos. Membro da ALAB (Academia de Letras e Artes de Barretos), escreve e desenvolve projetos tendo a Literatura como base.


Blog Trivial do Sergio Grigoletto