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Percepção

Postado por Clube Em 03 Aug 2007 | Em: Antologias

Ao escrever poesia
Em versos metrificados
Chegam-me sons aos ouvidos
Em ritmos cadenciados

Uso da inspiração
Aflora o que vem da alma
Concentro-me mantendo a calma
Escuto meu coração

No mesmo diapasão
Afinado meu querer
Juntas, rima e harmonia
Que mais eu posso dizer?

Manto diáfano, sublime
Encobre a percepção
Enfim, irão descobrir?
Cada estrofe é pulsação

Misto de sonho e desperto
Reflexos intermitentes
Conectando hemisférios
Os vendavais, as correntes

***

Antonio Xavier Sobrinho, de São Paulo - SP,  precisou deixar os estudos logo cedo, para ajudar o pai no trabalho. No entanto, a verve poética e o prazer pelas Letras fê-lo na prática, um voraz leitor de tudo que lhe caísse às mãos. É admirador de grandes nomes da poesia nacional, como Patativa do Assaré, Euclides Formiga, Castro Alves, Cartola, Chico Buarque, Vinícius de Moraes e outros.

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Apoio Cultural – Contalprint – Escritório de Contabilidade Ltda e Harmonia Terapias Complementares – São Paulo – SP

O silêncio de Fênix

Postado por Clube Em 03 Aug 2007 | Em: Antologias

Senhora Fada que habita os templos azuis desse jardim!
Ouça os murmúrios, escute o meu chamado e o pranto que molha meu coração…
Degelando Posêidon, transbordando o vale de lágrimas no imenso oceano.
Senhora Fada! Os cavalos estão voltando aos Campos Elísios sonhados.

No bosque sagrado um anjo se curvou aos olhos de Diana.
E o novo líder da Nova Era, Ares ordena a terceira lâmina, ferindo a verdade!
Pequena Senhora! Ouço e entendo estrelas e ao seu intermédio peço eternidade ao Sol.
Escute os gemidos de meu coração que morre junto aos sonhos que um dia sonhei…

Gentil Senhora! Ouvi as badaladas do sino tocar e fui ao seu encontro
Mas a procura foi inútil não havia nada ali, a não ser o silêncio…
Então me dei conta de que era um engano, não havia nenhum sino, nem ninguém.
Era apenas o som das batidas solitárias de meu coração!

O silêncio diz muito quando o sentimento amordaçado retorna ao olhar
Porque as estrelas não dizem onde eu posso encontrar a verdade
E eu sei que é difícil manter o coração aberto quando tudo parece magoar
Um cavaleiro cavalga por uma estrada de espinhos para esquecer que se lembrou um dia…

Anjos solitários choram, suspirando e o tempo passa tão devagar…
Estou encaixando os pedaços do meu coração que se perderam
Eles estão em toda a parte e ao mesmo tempo não podem ser encontrados
Meu amor há muito se foi e nossa história ficou presa nas memórias de uma canção!

A vida passa como um concerto sem maestro, as flechas de Cupido reabrem feridas há                                                                                                                                       [muito esquecidas!
Diante de tudo as sombras permanecem, minhas lágrimas têm me afogado.
E é por isso que diante deste templo, um pássaro ferido geme e roga com o olhar:
Senhora Fada que habita os templos azuis desse jardim escute meu chamado…

***

“À minha família; um especial registro para as profªs. Drª. Ana Palmira Bittencourt Casimiro, Drª. Lívia Diana Rocha Magalhães e Drª. Rita de Cássia Mendes Pereira, da UESB, e a Roque Felipe de Oliveira Filho”

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Daniela Moura Rocha de Souza, de Vitória da Conquista - BA,  elaborou a monografia “A cavalaria no alvorecer da Idade Moderna – Ficção ou Realidade? (O Legado de Dom Quixote). Destaca Shakespeare, Cervantes, Dante, Umberto Eco, Gibran, Erasmo de Rotterdam, Chrètien de Troyes, Exupéry, e as obras O Pequeno Príncipe, As Brumas de Avalon, Dom Quixote, O Profeta, O Alquimista e A Divina Comédia.

Tamarindeiro

Postado por Clube Em 03 Aug 2007 | Em: Antologias

                        - I -
Prá lá de secular é a tua resistência
Testemunhando tantas vindas e idas
Vivenciando quantas manhãs floridas
Vidas que dividiram da tua existência.

Em tuas folhagens esperança e vivência
Baloiçando emoções às vezes partidas
Na acidez de algumas tristezas vividas
Acomodaste sonhos de sobrevivência.

Participava da alegria de quem chegava
Como também da saudade de quem ia
Presenciaste até quando a lágrima rolava.

No aceno daqueles que diziam adeus
Mas, confiantes que voltariam um dia
Para junto dos amores que são seus.

- II -
Hoje, tu te encontras abandonado
Não és mais brincadeira das crianças
Em teus galhos pulavam sem temperanças
De uma infância já distante no passado.

Mas permaneces em teu destino enraizado
Guarnecendo firmemente essas lembranças
De um tempo que fora de bonanças
Sob escombros encontra-se soterrado.

Solidários a ti, apenas teus únicos companheiros
Um solitário cajueiro, velando o que foi um lar
Além de velhas palmeiras e de dois umbuzeiros.

Vivem também nas areias brancas daquele lugar
Quais pastores aguardando os seus cordeiros
Que pelos campos saíram, mas logo irão voltar.

***

Francisco Valentim, de Bocaina - PI,  tem na literatura uma marca em sua existência. Editou seu primeiro livro de poesias “Horizontes da Liberdade” – 2001 e tem um segundo, “À Margem do Tempo”, ainda inédito. Membro da Academia de Letras da Região de Picos e da União Picoense dos Escritores, gosta da poesia de Gregório de Matos Guerra, de Augusto dos Anjos, Hardi Filho, Francisco Miguel de Moura, Altevir Alencar, Gilson Chagas, Vilebaldo Rocha, etc.  Cita Allan Kardec: “De todas as liberdades, a mais inviolável é a de pensar, que compreende também a liberdade de consciência”.

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Apoio Cultural – Luiza de Moura Carvalho, Deolinda Marques, José Aécio Bezerra Lima, Rosa Luz, Francisco das Chagas Sousa, Ana Chirles, Osvaldo Marques, Antonio de Sousa Cavalcante, Carlos Hamilton, Raimundo Macau, Prof. Valmir, Fábio Barros, Francisco Varton e Secretaria Municipal de Cultura de Bocaina – PI


Blog Trivial do Sergio Grigoletto