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Desabafo

Postado por Clube Em 06 Aug 2007 | Em: Antologias

Não ri não, cidadão.
Diante da situação,
Não pense que sou feliz
Dormindo sob a marquise

Ó cidadão, já fui criança,
Jovem portador da esperança,
Sonhei, sorri, amei, sofri,
Hoje anestesiado nem sofrer consigo.

Veja cidadão, cantei, dancei,
Embriaguei por alegria,
Hoje bebo, para ocultar a infelicidade,
Então cidadão, não ri a fortuna muda.

Veja os trapos que visto,
Já foram novos como os seus,
Eu também já fui jovem orgulhoso,
Então não ri cidadão, a vida é um ciclo.

***

“Para minha mãe Marizete Aranha. Obrigado por existir”

***

Irineu Aranha, de Ibicuí - BA, despertou o gosto pela leitura a partir em 1999, com particular interesse por Machado de Assis. Seu interesse por livros históricos e políticos faz suas obras voltadas para críticas sociais, políticas ou religiosas. Escreveu crônicas para jornais e esse é o primeiro projeto de antologia que participa.

Barra do Jacaré

Postado por Clube Em 06 Aug 2007 | Em: Antologias

Rio Cinzas, rio Jacaré
tentando pra se encontrar,
a natureza dá o olé.
se põe com os dois a brincar.

Mais alto o panorama,
mais longo o suspirar.
Mas, se um ao outro ama,
não tarda, mãos vão se dar.

Santo Antônio da Platina,
a última separação
e o Monte Real se inclina
aumentando a emoção.

Leves montes – barra forte!
Jacaré não curva em vão.
No Cinzas, vendo a morte,
ergue o dorso e águas vão.

Cá no Norte Pioneiro
do Paraná – norte novo –,
Jacaré se torna oleiro,
dá no Cinzas, talha um povo.

Navega contra a corrente,
sobe a terra, vê o lugar
e reúne a sua gente
num abrigo salutar.

Oh! Terra roxa abençoada
que dos vendavais escapa,
à Mãe negra consagrada
e a São Pedro, nosso papa!

Os montes barrando os ventos,
à Fé não há o que tapa.
Nas mãos os dois Testamentos,
gente séria não derrapa.

Não fica desnorteado
quem ao norte olhar bem:
Um cruzeiro alevantado
mostra a Fé que o povo tem.

São duas linhas no monte
assinalando o Além.
Se uma vai no horizonte,
a outra em vertical vem.

Na madeira incrustadas
(vejam lá): “linhas de trem”!
Nas noites comemoradas,
lá brilham luzes também!

***

José Francisco da Rosa, de Barra do Jacaré - PR,  recebeu da Casa de Leitura “Zélia Gattai”, de Barra do Jacaré, um certificado no projeto “Talento Poético” pela obra “O Arco-Íris”. Atualmente busca patrocínio para a edição de “Ciranda de Luz”, que contém 2369 versos. Seus autores preferidos são Eça de Queirós e Casimiro de Abreu.

Dia de aniversário

Postado por Clube Em 06 Aug 2007 | Em: Antologias

Nenhuma palavra sai!
Espremo a cabeça para ver se há algo
Esmago meus pensamentos
Tento arrancar sentimentos.

Nada consigo, e hoje é dia importante.
Dia Nacional da Poesia
Necessito escrever algo interessante
Que seja com alegria.

Vou tentar novamente
Quem sabe a cabeça abre e saem pensamentos
Está difícil, está turbulento.
É impossível, já não me agüento.

Vou deixar pra mais tarde
Esfriar a cabeça que arde
Vou esquecer e começar de novo
Talvez esteja fechado, como dentro do ovo.

Vou abafar a razão
Esta me atrapalha.
Darei asas à intuição
Esta, faz o pensamento ser levado como palha.

Leveza é o que preciso,
Disso, eu tenho juízo.
Aniversário de Castro Alves e também de Cazumbá
Estes são poetas, neles vou me espelhar.

Bem! Como não consegui nada, vou desistindo.
Quem sabe amanhã tenha algo de bom
Novo dia. Continuarei insistindo.
Pois com fé vou expor meu coração.

***

Sergio Antonio Meneghetti, de Pindamonhangaba - SP,  começou a escrever e desenhar sobre temas voltados para a espiritualidade, a melhora do ser humano, em 1990. Participou com poemas em campanhas institucionais, tendo sido agraciado várias vezes. Participou da “Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos” vol. 5, com a obra “Fome Zero”, 2004. Este poema, juntamente com “Liberdade” e “Ter ou viver”, foram consagrados no site “Voz Di Studanti”, do Cabo Verde. Agora intenciona publicar um livro com toda a sua obra.