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Aparição

Postado por Clube Em 07 Aug 2007 | Em: Antologias

Caíste em cima de mim
foste caindo aos pedaços
caíste toda e por fim
amarrei-te com os braços.

Caías devagarinho
os dois tão desprotegidos
e aos poucos, de mansinho
inundámos os sentidos.

Como chuva miudinha
que cai do céu, persistente
molhavas-me, eras minha
o mais era indiferente.

Escorrias como as águas
sem direcção definida!
Afogámos tantas mágoas
abrimos portas pr’á vida.

O caudal foi engrossando
ultrapassámos as margens
nem sequer fomos pensando
que existiriam barragens.

E um imenso turbilhão
turvou-nos os sentimentos
(só trouxe destruição)
devastados pelos ventos!

Meus braços que te amarravam
perderam força e abriram.
Os teus pedaços pairavam…
Sobre mim não mais caíram.

***

Jorge Alarcão Potier, de Lisboa - Portugal,  escreve desde a adolescência e revigora-se como autor com suas participações no Clube Amigos das Letras. Dos diversos autores que aprecia, destaca Eça de Queiroz, Jorge Amado, Fernando Pessoa, Ary dos Santos, Vinícius de Moraes e Chico Buarque. Um pensamento: “Vive como se fosses morrer amanhã. Aprende como se fosses viver para sempre” (Ghandi).

Brasil e Portugal: dois povos um destino

Postado por Clube Em 07 Aug 2007 | Em: Antologias

Portugal sempre investia nos descobrimentos
Outrora, enviando expedições para o Ocidente.
Rumavam meses e  meses à procura do intento.
Torre de Belém, daí partiam de naus e caravelas.
Unidas e em constantes expedições navegavam
Grandes descobrimentos, a essa altura buscavam.
Alhures, encontravam, tecendo história de glórias
Lugares longínquos sempre à procura exploravam.

Brasil, terra de índios e riquezas, incluindo o pau-brasil
Reino português envia Cabral comandando a expedição.
Aportam em 22 de abril de 1500… inicia a nossa história!
Sempre história de muitas lutas: portugueses, holandeses…
Impetrando em nossas terras sua cultura e tradições.
Liberdade! Grita D. Pedro I, e para o Brasil, a separação.

Liberdade, esperança do Brasil desde o descobrimento
Insurreições revoltas aos altos impostos, suas riquezas
Brado forte, um Imperador português entoou e nos libertou.
E assim mesmo o Império Português muita coisa continuou.
Rivalidade contra as opressões continuavam pelas proezas.
Daí por diante, o Brasil lutava pelas Leis contra a escravidão
Apareciam aos poucos até que com grande momento culminou
Depois de lutas incessantes, com brio, uma Princesa portuguesa
Extinguiu essa mancha do Brasil, e a Lei Áurea assinou.

Portugal e Brasil no porvir espelharam suas esperanças.
Outrora, esperanças de desenvolvimento, seus intentos.
Reuniu dois povos, hoje povos irmãos, feita a aliança
Viram seus sonhos quase se tornando um belo advento.
Irmanados ainda buscam as sonhadas concretizações.
Realidade? Suas histórias esperam grandes momentos.

***

Mercêdes Batista Pordeus, do Recife - PE,  é casada com o poeta e escritor português Victor Jerónimo, escreve pequenos textos desde a adolescência e ingressou no gênero poético dado o incentivo do marido. Participou de várias antologias, nacionais e internacionais, e é co-produtora, junto de Victor Jerónimo, do Grupo Ecos da Poesia, com endereço na internet.

Ciclo

Postado por Clube Em 07 Aug 2007 | Em: Antologias

Talvez
O sono venha,
Apague as lembranças
da árdua tarde e tristezas
Nos olhos daquele menino
Que faz de seu chapéu
A armadura.

Talvez o dia
Continue quente
Ardente
Mas já não aqueça
Ainda mais
A tristeza
Que nele se conforta

Talvez a tarde
Não mantenha sua ira
A fome que nele
Ganha tamanho
Maior que o deserto
De seu universo…
Desconhecido

Talvez na noite
A esperança continue
Ou se renove
E ao nascer de outro dia
Ainda encontre o coração
Brigando com a vida
Penando contra a morte
Sacrificando ao corpo
Salvando a sorte

Quem sabe
Uma única esperança
Renasça
Quem sabe…
Talvez!

***

Zuleide Pereira Soares, de São Paulo - SP,  gosta na literatura brasileira da fase dos ultra-românticos e realismo, e alguma coisa da literatura americana. Tem como prediletos José de Alencar, Machado de Assis, Edgar Allan Poe e Fernando Pessoa. Participou do concurso de poesias Novas Vozes Poéticas, conseguindo boa pontuação.


Blog Trivial do Sergio Grigoletto