Minha alma se exprime,
em meu corpo que desfalece.
Sinto o peito queimar
E com ele minhas esperanças vagam
e a saudade recai em mim
E com ela, um rio de lágrimas rola.
Na face que em silêncio vela,
o anjo protetor que partiu
e deixou órfão, meu coração.

Até parece um sonho,
um pesadelo talvez
Nego-me a torturar meus pensamentos
mas sinto o frio
em minh’alma que habita o vazio
que o meu protetor, num passe de mágica,
deixou. Sinto medo.

Minh’alma está órfã
dos beijos e carícias que me acalmavam,
dos abraços apertados que me protegiam,
do leve toque das mãos serenas que abençoavam.
E me conduziam
quando não me encontrava.

Sua presença tão presente
Mesmo agora, tão distante
Meu protetor é um anjo, é uma estrela
que guia com brilho constante.
Jamais se apagará, jamais morrerá.
Me protegerá, eternamente.

***

“Para Antonio de Almeida, meu avô”

***

Edimilson Eufrásio, de Mineiros do Tietê - SP,  tomou gosto pela poesia ainda menino, quando venceu um concurso promovido por uma rádio de Americana – SP. É jornalista, radialista e compositor, filiado a entidade de classe defensora dos direitos autorais. Em 2005 editou o livro solo de poemas “Lágrimas de poeta”.