Mar

Ó mar
Mar espumoso, mar profundo.
Ó mar
Mar sujo, impuro.
Impuro mar!
Impuro ser, contente em ver, o mar…

Velejando pelo embalo em que as águas
Afogam minhas palavras
Mas flutuam algumas letras
E ao encontrá-las
Com inimaginável desejo de abranger infinito
Espero que leve e traga
A minha saudade
Em forma de palavra.

Devanear

No devanear de um tempo complexo
A regra foge da razão principal
Na solidão de um quarto aberto
A fachada forte debatendo em silêncio espiritual.

***

Adriano dos Reis Brito Pimenta, Passos - MG, classificou-se no Concurso Nacional de Poesia edição “Cruz e Sousa”, em 2004. Gosta e lê, entre outros, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e Pablo Neruda. Como pensamento adota: “Não há melhor fragata que um livro para nos levar a terras distantes”, Emily Dickinson e “O sucesso resulta de cem pequenas coisas feitas de forma um pouco melhor. O insucesso, de cem pequenas coisas feitas de forma um pouco pior”, Henry Kissinger.