Espelhos quebram à medida em que os tempos… Passam,
repetem as cenas que serviram como exemplos,
tal como o pó espalhado pelos ventos,
foi encobrindo tanta história em muitos templos.
Porém o vento e também o tempo é que descerram
todas relíquias, transformando a história em lascas,
já submersas nas imagens do passado, as quais encerram
por muito tempo, as nossas lendas eternizadas.

Assim me espelho nos exemplos singulares,
onde verdades fazem morada inevitável,
para expeli-las como pó em muitos pares,
das futuras gerações em que o vento inabalável,
persistente e indomável, leva esperanças nos futuros
com amor, com união e aonde talvez exista a paz,
pois hoje os exemplos estão em templos muito duros
e invulneráveis, que só o tempo invencível os desfaz.

Agora, entendo que os exemplos vêm dos espelhos,
que as mentiras são as verdades passageiras,
não se eternizam nem se prestam como conselhos,
porque dos templos são as lascas mensageiras
as quais farão parte de um conjunto de saudades
que em meio ao pó enterrará a minha história
passageira, entre as mentiras ou verdades,
eternizadas pelo tempo, o mesmo que levou minha memória.

(As palavras em negrito formam um novo elemento) 

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Condorcet Aranha, de Joinvile - SC,  tem inúmeras premiações em eventos literários e antologias, é membro de clubes e associações literárias nacionais e internacionais e gosta de Luís de Camões, Olavo Bilac, Casimiro de Abreu, José Geraldo Vieira e Castro Alves, entre outros. E diz: “Escrevo porque sei, porque acordo vivo”.