Conflitos

Lá fora a calmaria.
Aqui dentro, um turbilhão.
Vejo o caminhar de uma romaria
e, em mim, a confusão.

Olho para os lados,
Olho para o céu e para o chão.
Meu Deus, o que faço?
Onde está o que procuro, então?

E, como um raio,
Vem a resposta em um clarão:
“Mergulha-te em ti,
e encontrarás a solução”.

Do caos à poesia

Dentro de mim habita o caos,
Ora sou esperança,
Ora sou fantasia,
Há momentos que sou apenas tristeza
Há outros que sou quase euforia.
Às vezes sou tudo.
Às vezes, me sinto um nada:
Apenas um leve suspiro de ressentida melancolia.
Mas renasço em cada palavra
Quando do caos eu me gero
E resplandeço em poesia!

***

Adriana Aparecida de Oliveira Pavani, de Barra Bonita - SP, sempre gostou de escrever, mas só em 1997 começou a tornar públicos os seus textos. Esperantista, dedica-se à divulgação da língua internacional Esperanto, ora publicando artigos a seu respeito, ora colaborando no ensino da língua, através da internet. Gosta de Fernando Pessoa, e, por pensamento, “Quando o servidor está pronto, o serviço aparece” (André Luiz).