Cadê o brilho de meus olhos de quando era criança,
Que me dava a esperança de fé, amor e carinho
De um jeito que eu não me sentia sozinho
Que me dava a certeza de dignidade
De ver um mundo cheio de caridade.

Cadê o brilho dos meus olhos que brilhava todo dia,
De um modo que eu não sentia medo nem agonia
Que por onde eu andava, mostrava felicidade
A uma grande cidade
Que só possuía medo, tristeza e nostalgia.

Cadê o brilho dos meus olhos que agora se apagou
Que cego me deixou
De um jeito rápido e imperceptível
Que agora eu sinto vontade
Daquele brilho que me deixou com eterna saudade.

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Henrique Armando Azevedo Gabriele, de São Paulo - SP,  foi trazido para o Clube Amigos das Letras pelas mãos do tio, o Amigo de Letras Geraldo Lustre. Jovem ainda, tomou o gosto pela leitura de poemas de variados autores. Com poemas construídos a partir de momentos, retrata sua visão do mundo que o cerca na grande cidade.