O links da Wikipédia tem se tornado freqüentes como um dos primeiros em minhas busca no Google.

Essa freqüência tem se acentuado e explica porque o domínio wikipédia é um dos dez mais acessados no mundo. Seu índice de popularidade, perseguindo critérios de classificação de Pagerank (8), e seu caráter colaborativo de conteúdo são fatores cuja tendência natural é “para cima e para o alto”, na escala estatística de acessos e popularidade.

A Wikipédia existe graças à entidade sem fins lucrativos Wikimedia Foundation. A Wikimedia opera vários projetos em diversas línguas, sempre com conteúdo livre: Wikiquote (coletânea de citações),Wikcionário (dicionário em várias línguas), Wikispecies (diretório de espécies), Wikinotícias (fonte de notícias livre), Wikisource (documentos originais livres), Wikimedia Commons (imagens, sons e vídeos), Wikiversidade (centro ilimitado do aprender) Wikilivros (livros e manuais livres) e Meta-Wiki (coordenação dos projetos). Mais abrangente que isso, só dois disso.

A Wikimedia Foundation tem sua fonte de renda em doações, certamente em sua maioria nos Estados Unidos, onde ajuda muito o fato dessas doações serem dedutíveis do imposto de renda.

Seu balanço patrimonial é bem modesto (pouco mais de US$ 1 mihão) e as receitas gerais atingiram em 2006 a não menos modesta quantia de US$ 1,5 milhão. Muito pouco se considerar que uma maior participação humana na triagem das publicações ainda está muito aquém do ideal. Isso faz da Wikipédia fonte de informações ainda não plenamente confiáveis.

O projeto é uma das maravilhas da internet e dificilmente sofrerá solução de continuidade por falta de recursos. Para os “gargalos” que surgirem, não faltarão “alargadores”. E, num passado recente quando tiveram problemas com servidores e tráfego, noticiou-se muito uma providencial (e emergencial) parceria com o bilionário Google.

Ele mesmo, o Gooooooooooooooooogle que é mestre em fazer mídia corporativa sem gastar um tostão com isso. É uma das marcas mais valorizadas do mundo por saber se manter na mídia em estado permanente de comprador e produzindo fatos que não firam sua imagem de simplicidade e até, humildade. Ajudar a Wikipédia, corroboraria essas expectativas.

Mas, como business is business, o Google é caçador e a Wikipédia, uma suculenta presa. Ou vice-versa, dependendo de qual lado da mesa estaria cada negociador.

Quem vai piscar primeiro?

Torrão adicional:

Depois que passou a utilizar o rel=”nofollow”, comando html na tag do link e que serve para avisar às “aranhas” dos buscadores que não é para segui-lo, a Wikipédia desestimulou blogueiros como colaboradores de conteúdo para a instituição. Sem poder servir-se de um link válido para “contar pontos” no Google, os blogueiros viram seus esforços anulados e em última análise, estariam apenas aumentando as condições da Wikipédia competir com seus próprios blogs (seria tempo e trabalho contra o próprio patrimônio…).

Sendo uma fundação e não uma empresa comercial, não teria como ser vendida. Mas poderia firmar convênios para exposição de publicidades em suas páginas, sendo o Adsense o mais óbvio e agora, próximo.

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