Barra Bonita, minha cidade, fica sobre um dos torrões de terra roxa dos mais férteis do país. Por aqui, foi onde se desenvolveu a cafeicultura em séculos passados.

Desde sempre achei uma judiação, um desperdício, ter que se construir casas e ruas asfaltadas em solos assim ricos para a agricultura. Poesia minha.

Barra BonitaQuando encontro alguma planta comestível nascendo por frestas de calçadas, sempre me vem a mente esse antigo sentimento de pena com o mau uso da terra.

Assim como encontrei o tomateiro da foto (foto ruim, com celular, mas que não impede notar a saúde dos frutos), já encontrei ramas de abóboras, pés de pitangas e acerolas tão ou mais viçosos.

E não, não as deixam progredir. Primeiro, porque atrapalham o passeio público e depois, é apenas “sujeira” pelo calçamento. E convenhamos, é até uma eutanásia quando ceifados eis que seria mais doloroso vê-los definhando aos poucos.

A terra roxa é um tipo de solo muito fértil, resultado da decomposição por milhões de anos de rochas vulcânicas. Sua aparência vermelho-roxeada dá-se pela presença do ferro.

Ese tipo de solo aparece nas porções ocidentais dos estados do Rio Grande do Sul, SantaTerra roxaCatarina, Paraná, São Paulo e sudeste do Mato Grosso do Sul, destacando-se nestes três últimos estados por sua qualidade.

O nome terra roxa dado a esse tipo de solo é devido aos imigrantes italianos que trabalhavam nas fazendas de café, referindo-se ao solo com a denominação terra rossa. Como rosso em italiano significa vermelho, pela similaridade, a palavra “roxa” foi se consolidando.

O solo de terra roxa também existe na Argentina, aonde é conhecida como “tierra colorada”, bastante presente nas províncias de Misiones e Corrientes.

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