01 - Num filme americano uma personagem apresentou-se profissionalmente como “orelhista”. Inveja de um mercado editorial assim, onde resenhadores têm emprego fixo em editoras.

02 - “Graciliano Ramos é o James Joyce brasileiro”. Não entendi. Ou não entendi James Joyce traduzido. Sei lá, mas criticos as vezes me dão nos culhões com essa de incrementar com algo pretensamente engrandecedor.

03 - Tirei meu diploma em primeiro lugar no grupo escolar. Ganhei um jogo de boliche tosco que só e um livro sobre as descobertas espaciais. Até hoje fico sem entender o que meu professor pensou estar fazendo com isso.

04 - E meu pai, me entupia de livros. Uma vez, trouxe num saco de aniagem três enciclopédias compradas de ambulantes.

05 - Acreditam que cheguei a cogitar alguns anos de prisão para poder colocar a leitura em dia? Coisa de menino, que via em filmes americanos a farta distribuição de livros para leitura nas celas.

06 - Livro bom é aquele que se carrega por vários dias na cabeça. Mas é tanto sobre o que já foi escrito, que não entendo como alguém pode ficar “chapado” com literatura ideológica. Mas, se não fui vítima de Karl Marx, fui de Lobsamg Rampa.

07 - Quando meu filho Vinícius tinha oito anos apresentei-lhe Sir Arthur Conan Doyle como poderia ter sido qualquer outro. Aos dez, ele já tinha lido toda a coleção de Sherlock Holmes e Ágatha Cristhie. Herdou minhas velhas enciclopédias.

08 - Faz tempo que não leio um livro. Se o autor não mostrar qualidade singular nas primeiras páginas, não dou prosseguimento.

09 - Quem agora eu leria? Ah, ninguém… não mesmo. Como uma vez lembrou o poeta Jura Cervatti, amigo de longas jornadas, de porque recusava convites para festas onde estavam delicinhas: “Não vou, não vou mesmo. É só amargura”.

Topar com um bom livro, é amargura certa por saber que outros existem e com os quais nunca toparei com eles.

10 - Tem algum caso com livro? Conta ae….

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