Roda gigante no Forte de CopacabanaPRIMEIRO, A NOTÍCIA:

Uma empresa de eventos está instalando uma roda gigante no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

A estrutura faz parte de uma campanha publicitária da marca de cerveja Skol e será inaugurada em 20 de janeiro.

O público deverá pagar entre R$ 10 e R$ 30 para passear no brinquedo que está a 36 metros de altura e oferece uma vista panorâmica da cidade.

Por estar localizada em um bem tombado pelo Estado, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Inepac) forneceu uma autorização e está fiscalizando a instalação. “Para liberar o local, exigimos uma contrapartida social da empresa: 200 entradas para o brinquedo serão entregues a alunos da rede pública”, informa o diretor do instituto, Marcus Monteiro.

A roda-gigante estará aberta até o dia 10 de fevereiro.

AGORA,O CHEIRO DELA:

São essas coisas que me fazem acreditar que nós ainda temos conserto. Meninos, jamais percam as esperanças em nosso glorioso Brasil, gigante pela própria natureza, porque ainda vale a pena sustenta-las.

Mirem-se no exemplo desse senhor, Marcus Monteiro, diretor do INEPAC, que pensou possibilidades da oportunidade e converteu-a em realidade.

Vejam como ele conseguiu benesses para a população, quando poderia usar de seu cargo, para proveito pessoal. Graças a ele, duzentas crianças pobres do Rio de Janeiro poderão passear de graça no brinquedo, a roda gigante.

Afinal, bem sabemos que aos preços que cobrarão, (minimo de R$ 10 o passeio) só mesmo para turistas atuchados de dólares, não é mesmo? Para uma família com uma prole, mínima que fosse ela, nem de longe os pais poderiam dispor do dinheiro da feira para o divertimento.

E notaram na notícia, que o brinquedo não é um fim em sí? Ele faz parte de uma campanha publicitária de cerveja, essas, que gastam milhões de reais por mês com publicidade. Milhões e milhões com agências de publicidade, artistas e media televisiva. Sem contar o que gastam no carnaval, com camarotes vips, daqueles, cheio de gostosas. E tudo boca-livre.

Este senhor, o Marcus Monteiro, diretor do INEPAC, não deixou-se molhar a mão pela cerveja. No mínimo, poderia ter aceito um regalo (como alguns convites para o camarote vip no carnaval…), mas não o fez.

Pensou em duzentas crianças pobres do Rio de Janeiro para usufruir da benesse. Não é lindo isso?

Rodem, crianças. Rode, gigante.

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