Assemelho-me como escritor de blog, ao professor universitário que adentra e logo se esvai da sala de aula atirando tópicos ao ar, sem nada anotar no quadro negro. Aos alunos, que se bastem para retirar dos livros e da internet o conhecimento exigido pelo mestre.

Mas assim não é, o Marco. À inspiração, foto ou o fato que não lhe bate em todo às fuças, sai ao encalço da informação complementar, à pesquisa, para premiar seu leitor com um texto próximo ao esgotamento da matéria.

Você pode conhecer uma dessas três fotos que mudaram a guerra do Vietnã, pode conhecer duas delas ou até todas as três (eu, conhecia duas). Mas aposto que nunca pensou em vê-las a todas assim dispostas, correlacionadas e historificadas, pensou?

Mas o blogue não é só isso. Sem exageros, enxergo no Bitaites um pouco do muito humor que mostrou-nos Bocage. Mas falo do Bocage erótico e herético, que é o Marco, um poeta que prescinde dos versos para desfraldar sua poesia que acre, abranda-se ante a visão apaniguadora da mulher. (Ah, elas…)

Viajem por lá, comecem por essa postagem e percebam o grau de versatilidade do autor como artista do texto. E vos garanto: acompanho o blogue faz já algum tempo e sua qualidade vem em curva ascendente.

Embora saiba eu que o Marco seja avesso a elogios, ele sabe que cá de mim não partiriam os gratuitos. E ficou impossível não lembrá-lo e repassar aos leitores que por aqui passam depois dessa sugestão, parte integrante desse interessante desafio.

Ho, ho, ho!

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