Pequena musa da Olimpíada de Pequim já era
Postado por Sergio em 13 Ago 2008 em 11:19 pm | Em: Topetem
Bom, todos já devem saber que a graciosa menininha chinesa que cantou na abertura da Olimpíada de Pequim foi uma fraude, certo? O que ela fez foi dublar uma outra voz infantil.
Assim como as pegadas gigantescas feitas no breu da noite por fogos de artifício. Fraude também. Acredito que até tentaram, no real, fazer. Mas não deu certo e Santo Photoshop resolveu a parada por completo.
Isso aconteceria num pais ocidental, de imprensa livre e mentalidade democrática? Eu penso que não, pela consciência da impossibilidade de se manter a fraude por mais que algumas horas. (Pensando bem, até que durou bem pouco tempo por lá…)
Mas porque vim aqui? Ah, sim… para comentar um pouco mais esses festejos de aberturas e encerramento de olimpíadas, dessa vez previamente vendidos como um espetáculo de coreografia, luzes e tecnologia.
Coreografia, até que sim, mas nada que suplantasse fodasticamente os anteriores. Inclusive, digo que o feito no Rio de Janeiro por ocasião dos Jogos Pan Americanos não seria nenhum desastre se comparado com o que se viu em Pequim.
E que tanto esconderam os preparativos hem? Esconderam o que, de notável, além do caminhar no ar do atleta que acendeu a pira?
Quando falei sobre Misha em 1980, aquilo sim, foi incrível. 1980, anotaram o ano? Não existia o Photohop. Melhor, não existiam plataformas gráficas. Melhor, não existia sequer computadores fora das corporações multinacionais, das universidades e governos.
Melhor: não existia no público, compreensão da coisa além da fantasia de Júlio Verne. Computador era algo tão etéreo quando Deus. (01)
Quem viu o enorme painel na arquibancada, aquele, que fez as lágrimas de Misha rolarem no show de encerramento, demorou para perceber aquilo como um conjunto de placas menores em mãos de pessoas, formando figuras.
Imaginar aquilo como um enorme painel eletrônico, até seria possível, digamos lá, para uma meia dúzia de engenheiros especializados na incipiente informática. Afinal, tínhamos já as calculadoras eletrônicas um tanto popularizadas.
Sabem aquelas calculadoras eletrônicas com painel de fósforo verde, que formavam os rudimentares caracteres em forma de palitos? Pois é… aquilo.
Mas… um painel daquele tamanho? Impensável. Só mesmo quando a câmera se aproximou e viu-se as “cabecinhas” das pessoas acima de cada placa, é que o mistério foi desfeito.
Quebraram paradigmas. Inclusive, acho até que essas movimentações de torcidas em estádios de futebol (ola, avalanches, desfraldar de enormes bandeiras, etc…) teve o feito Misha como fonte inspiradora em fazer da massa, parte integrante do espetáculo.
(01) - Séries de televisão, como Batman na Batcaverna, que no computador enfiava uma pedra, um pedaço de tecido ou papel: “Vejamos o que diz o computador, Robin!” e uma impressora matricial imprimia um completo diagnóstico e histórico do material.
Ah, e também, em Perdidos no Espaço, quando o Robô era o “notebook”.
A figura do computador era uma mão na roda para roteiristas, pois não precisavam ter cuidados com verossimilhanças nos fatos. Enfiavam a “deixa” no roteiro e o inatingível computador providenciava a continuidade.
As mais recentes:
Eu sentia que estava faltando algo…
Malditos fazedores de anjos
O beijo (que não saiu) de R$ 39 milhões. Nós pagamos.
O beijo de Cebolinha e Mônica é sebastianismo
Vou pesquisar melhor, e aí sim terei oque falar.
Até mais.
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