Conhece ou já fez parte da platéia de uma palestra motivacional? Aquelas, sabe, que os empregados da empresa comparecem porque o chefe da seção manda parar o serviço e todos irem para o refeitório, onde estão lá os palestrantes com o “circo” montado.

“Circo”, entre aspas que dá vontade de retirá-las. E cada vez mais mambembe. Não é que outro dia eu vi numa entrevista da peladona bandeirinha Ana Paula que ela fatura uma nota com isso? E nota preta diga-se de passagem, R$ 6 a R$ 10 mil por palestra e com agenda cheia. Isso deve dar coisa de R$ 50 mil por mês, no mínimo.

Já que você não pode levar a Ana Paula pelada para sua fábrica, leve-a para uma palestra “motivacional”, como atração ou palestrante sobre o preconceito contra as mulheres. Agora, celebridades momentâneas são “experts” em motivação profissional, veja só, que país de merda esse nosso.

Dale Carnegie (1) deve estar dando piruetas de felicidade em seu túmulo.

Nós merecemos…

Eu pelo menos, só consigo ver como valores positivos para os empregados, aqueles extrinsecos: deixar o trabalho, rir um pouco com umas “gentes gozadas” que aparece no serviço e tomar um lanche extra, o tal “coffe break”.

De intrínseco, só vejo o diálogo do pescoço com a forca: o empregado fica motivado a suar mais para o patrão, que por sua vez, aumenta seus lucros.

E para blogueiros, seria possível uma palestra motivacional? Como seria ela?

To be continued… e se for de seu agrado...

(1) Dale Carnegie foi o espertalhão que “inventou” isso de livros de auto-ajuda e palestras motivacionais, entre outras malandragens do gênero humano. No Brasil, tem inúmeros “filhotes” de sua tecnologia boçal-cultural.

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