Ainda menino na década de 60, vi o mercado ser invadido por produtos japoneses de consumo de massa, principalmente rádios transistorizados e relógios de pulso. E Seiko era a marca do pesado relógio com “caixa” de aço inoxidável objeto de desejo do jovem da época.

A série Jornada nas Estrelas causava frisson na molecada e aquele relógio Seiko com sua pulseira de aço, tinha o poder de fazer o “barulhinho” dos comunicadores intergacláticos usados pelos tripulantes da nave Interprise, quando o abriam para o uso.

Eu já tinha lido Júlio Verne em “Viagem ao fundo do mar” (o capitão Nemo e seu mítico submarino Náutilus) e imaginava quando o homem disporia de… de… um intercomunicador, como aquele. Se Júlio Verne tinha imaginado o submarino para vagar sob os mares e o foguete que faria viagens à Lua, eu me achei no direito de imaginar o comunicador intergaláctico como realidade também.

Passaram-se algumas décadas e ele chegou. Como prêmio pela minha espera, veio até com o nome da série: Star Treck. E ele surgiu em meados dos anos noventa como apenas mais um modelo de telefone celular. Logo foi engolido pelo modelo seguinte, sempre com mais tecnologia.

Ah, mas depois, em 2001, os gênios conjuntos de Steven Spielberg e Stanley Kubrick fizeram Inteligência artificial onde um menino robô percorre pelo tempo e espaço querendo, obsessivamente, uma natureza humana. Como o Pinóquio, da história infantil.

E, nesse ponto, quando vi um artigo do Bruno Alves penso no prenúncio da realidade da inteligência artificial. O próprio Bruno, um especialista em Google, vive alertando o pessoal que segue seus ensinamentos sobre a bobagem em tentar enganar o gigante das buscas.

Já imaginou então, se o Google puder um dia entender (assim mesmo, sem aspas) tudo o que encontrar escrito, mostrado e filmado? Poder julgar e leva-lo até onde você perfeitamente pretendia? Mesmo que fosse, digamos, juntando “retalhos” de vários textos e apresentando a papinha feita? (1)

Então, ninguém mais leria sites ou blogs, mas apenas um feed frankstein montado ali, na hora. Seria ou não, o prenúncio (2) de uma inteligência artificial? Ele começou com essa ingerência em sua busca quando passou a questionar sua correção. Por certo, você já deve ter visto seus Você quis dizer:

Pois é… eis enfim, um sério candidato a Grande Irmão.

(1) - “Papinha feita” é uma expressão que encontrei usada pelo Marco, do bitaites.

(2) - Ou prepúcio?

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