João Victor Portelinha de OliveiraFicou sabendo desse caso, do menino João Victor Portelinha de Oliveira, aprovado no vestibular de Direito pela UNIP de Goiânia?

Até onde sei, essas faculdades particulares (”uniboquetas”, como já ouvi de estudantes certa vez), têm um sistema probatório virtual. Vestibulares, em essência, são feitos quando a procura é maior que a oferta de vagas, não é isso?

Imagine você se um um negócio deixaria de atender todos seus clientes por questões emergenciais. Hotéis aumentam sua capacidade de ocupação colocando beliches nos quartos, restaurantes colocam mesas nas calçadas, hospitais metem macas pelo corredor e escolas, carteiras nas salas. Pronto.

É, você pode achar uma comparação tosca essa, não tendo noção dos vestibulares pró-forma existentes a milhões nesse Brasil. Pagou, meu filho, tá dentro.

Não vou me estender na notícia que você pode ver aqui e nem estou fazendo juízo de valores sobre a inteligência do menino. O que eu gostaria de registrar para os pais do garoto, caso um dia batam cá nessa postagem, é que independente de qualquer coisa, de tudo mesmo, tomara que vocês tenham juízo e deixem o menino viver uma vida de menino.

Mas que coisa mais sem propósito essa, de adiantar o tempo! Adiantei meu tempo, caros papai e mamãe do João Victor. Ficou tão adiantado que aos vinte anos minha vida mostrou-se um buraco negro. Ainda bem que o álcool mostrou-se um elixir da vida e jamais pensei em, por exemplo, suicidar-me.

Bem, tá certo que que ele me transformou em alcoólatra ativo por uns quinze anos. Uma experiência única e fascinante de convívios a quem não sucumbe pelo caminho. É, deixa um rastro de destruição irreparável, mas afinal, o que importa isso não é mesmo?

Como disse um japonês que conheci pelos anos setenta, veterano da Segunda Guerra Mundial: “Até água demais, faz mal”.

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