Leia antes de votar

O segmento “blogs” é a bola da vez no crescimento da internet no Brasil. Provas vão desde campanhas difamatórias temerárias por um lado a dinamismo por outro. E, modéstia às favas, mesmo com um brincar do “faz de conta” mostramos que antecipações fortuitas podem acontecer e justificar temores.

Na visão ideal de blogueiros em estágio empresarial no sistema, quanto melhor a qualidade, maior a atração de público. Palmas! Internet não deixará de ser esse gigantesco aterro sanitário mas se construirmos uma ilha (uma ilhota que seja) com informação potável, poderemos fazer um passeio para além do monitor, junto às classes sociais com poder de consumo.

É até triste dizer isso, mas para um empreendimento sobreviver um país como o nosso, ele precisa selecionar esse público.(1) Isso sim, seria vida inteligente pós-adsense, gente!

O Rec6 é a clonagem da vez que entendo como aquela melhor aparelhada para trabalhar a conquista desse público. Sugerir ajustes? Hum… O sistema de abas “caretão” do original é mais intuitivo que o “nosso”, se focado esse público (e sem perder outros).

O “nosso” é mais clean? Sim, é. Mas “as gentes” que estão nas classes com poder de consumo é tudo meio que “web 1.0″ nesse particular, querem apostar?

Acho que pode ser mais próximo e menos “caretão” que o original.

Outra “parada” interessante demais, foi esse parágrafo do Alessando Martins: E, sim: leia antes de votar! Não deixe que artigos irrelevantes vão para a capa. Isso só polui o Rec6 e tira valor dele.

De fato. Isso desestimula quem produz um melhor conteúdo, quando basta um artigo de tecnologia com umas trinta, quarenta palavras com alguma “dicazinha” no final. E sem ser desrespeitoso com o autor de qualquer artigo assim, pois como eu já disse em artigo anterior, isso é o reflexo de uma grade cultural ainda em formação.

Tem uma dicazinha aí? Vai lá no Lucrando na Rede ou no QueroTerUmBlog.com e poste nalgum comentário com assunto correlato. Um fidibeque do Jânio ou o Alessandro trará resultados mais enriquecedores para seu blog que uma porca postagem própria.

De editores enviar ou não seu texto para o sistema, se pedir pelo bom senso, não será encontrado. E certamente a rebeldia, se chegar a ser “censurado”. Mas, como voto não é censurado, “subirão” os artigos por razões mil, ficando por opção última, a qualidade: “Ah, legal isso”, “Pô, que dez”, ” Huh, valeu”… clica e sobe.

O pessoal que gosta de tecnologia para desenvolvimento de seus próprios projetos filtra num artigo um único ítem que viu como útil e aprova a nota como toda. Mesmo que ela contenha “nada” em seu inteiro teor. Ou vota por votar, por participar, pelo viral “fazer sua parte”.

Se estamos todos querendo que o Rec6 venha a ser uma referência para uma classe de consumidores, porque então temos que ter a aba de tecnologia como a principal? Esse público entende por “tecnologia” quando ela vem escrito “novo tv tela plana chega as lojas”. Não essas coisas de desenvolvimento tecnológico ou pequenas dicas. Fora com a aba de tecnologia como a principal!

Nós podemos entender se a aba de tecnologia vier a ser secundária. Um dia, ela poderá voltar como principal.

Então, essa proposta indecente, não posso ainda fazer para meu pessoal.(2) Por enquanto. Embora saiba que a farei um dia e na boa. A sabedoria das multidões,(3) por Deus, não é imaginar que podemos equiparar culturas em comportamento. O Brasil fica no Brasil.

E, como tudo nesse país, tão logo algo comece e uma legião persegue o feito (Não sentiram ainda a subida do preço da carne e do leite, com todo mundo agora querendo plantar cana de açucar?) deixo essas impressões não só para o Rec6, mas para os outros serviços também. (Alguém ai, já contou quantos já são no Brasil?).

Por falar nisso… porque esse servilismo colonial com os nomes, hem? Para o Uêba ficará bem mais fácil uma divulgação em outras mídias. De uma intuitividade tanta, que já nasce plataforma para qualquer veículo, para qualquer criação.

Meu senhorio, sujeito batuta, foi quem me orientou e ajudou no cadastro do Rec6 enquanto eu fui seu beta-teste nos acertos de uma extensão para o WordPress. Grande Jânio!

E, num artigo mais cheio de links que esse, não poderia faltar a origem dessa discussão.

(1) – Somos um país pobre. Um portal de notícias trará a presença de um público que compra coisas quando habituar-se a encontrar por ali, notícias. Pequeno no Brasil, mas é preciso provar para eles que existe inteligência além dos portais.

(2) – Meu site principal tem já uns dez anos é da turma ainda do “mailing”, pouco afeitos a feeds e outros quetais. São 5.500 cadastros que sempre atenderam prontamente a um chamamento para objetivos culturais, nacionalistas (eh, não sou um “nacionaleiro” tá?), sociais e de alto grau de discernimento.

(3) – Pô, “QVOVSQVE TANDEM ABVTERE, CATILINA, PATIENTIA NOSTRA?” Antes de linkar para sites em lingua estrangeira, convido para uma passadinha de vista no item 3 em sua Adenda.

3 comentaram sobre “Leia antes de votar”

  1. Sem dúvida… acho que vem daí aquele ditado: votou, não leu… enfim, gostei da citação em latim, meu caro… Abraços!

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  2. [...] Leia antes de votar – no Trivial. [...]
  3. Alê!

    O mundo dos blogs é um campo fértil para observações. Escrever sobre é uma escola, pois força a atualização de conhecimentos gerais.

    Abs!

    Sérgio

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