Japinhas, sinônimo para beleza oriental
Postado por Sergio em 08 Out 2007 em 10:12 pm | Em: Topetem
O Gabiru não entender o que seja “japinhas”, eu é que não entendo!
Gabira, menino, não sabe então do feitiço que a beleza oriental exerce sobre os brasileiros? Onde esteve desde a imigração japonesa para o Brasil, menino?
Mas eu tenho uma teoria para esse feitiço (prá variar, né…) e vou repassar para você.
A cultura tradicional japonesa é patriarcal, ou seja, os homens é que são os tais e as mulheres, ficam num segundo e servilíssimo plano.
No Brasil, como a imigração japonesa deu-se no início do século, antes, portanto, da Segunda Guerra Mundial e da industrialização do Japão, “nossos” japoneses são até mais tradicionais que as duas últimas gerações de japoneses.
Por lá, como conseqüência da sociedade moderna, com a mulher ocupando espaços, muito
deve ter se arrefecido do machismo. Por aqui, muito desse machismo ainda continua.
Tanto, que nos anos oitenta eu tive uma namorada nissei e ela confessou que as meninas “japas” preferiam namorados “brasileiros”. Exatamente para fugir desse machismo.
E, dado a essa proximidade com a cultura japonesa ainda machista (não só por aqui, mas em várias partes do mundo) sobrevive a figura da gueixa, a amante submissa.
Mas, quem pode falar de cátedra sobre essas mutações culturais é a Érica, que é brasileira descendente de japoneses e mora no Japão faz já, um bom tempo.
Já para o Fábio, confesso fetichista de uma japinha colegial, publico essa foto de Chiaki Kuriyama, a jovem atriz japonesa de 19 anos, uma das estrelas de Kill Bill, de Quentin Tarantino.
No filme, ela interpreta a vilã Go Go Yubari, uma espécie de ninja adolescente que se veste de colegial e faz parte da gangue de O-Ren Ishii (Lucy Liu).
Escolha perfeita para traduzir o charme adolescente da absurda Go Go, colegial assassina, fetiche de Tarantino.
A primeira foto, as militares em exagerado passo-de-ganso, nem é de japonesas. Mas no genérico brazuca, “é tudo japonês”.
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Sou nissei casado com uma “brasileira”.
No Japão, a socieda ainda é bem patriarcal e machistas. Porém, aqui no Brasil, o quadro mudou muito a partir dos anos 80.
Assim, embora muitas moças descendentes de japonesas ainda tenham este esteriótipo de “japonês machista”, a situação mudou a ponto de muitas mulheres “brasileiras” gostarem de homens descendentes de japoneses, por serem carinhosos, atenciosos e dedicados.
A conferir, veja em sites de namoro voltados para a comunidade japonesa.
Por fim, uma aviso: cuidado com estas visões esteriotipadas que, em último caso, dão base para teorias machistas.
Obrigado pela atenção.
Claudio
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Seu texto tem um pequeno problema: embora bom no seu todo,
está defasado em relação ao Brasil. Aliás, você mesmo fez uma referência a uma moça que na “década de 80″ disse o que você escreveu.
Sou casada com um descendente de japonê e, posto garantir que o meu não é machista. Aliás, tenho uma amiga que também não faz esta reclamação.
Que tal, conversar com as pessoas que estão do outro lado do seu ponto de vista?!
Obrigada
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Obrigado pelo comentário. Para isso mesmo que serve um blogue, para expôr experiências. Talvez, a minha esteja mesmo ultrapassado. O que é ótimo então, para todos.
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