Hiroshima e Nagasaki
Postado por Sergio em 01 Nov 2007 em 09:17 pm | Em: Topetem
Faleceu hoje aos 92 anos de idade, Paul Tibbets, o piloto do bombardeiro B-29 “Enola Gay” que atacou Hiroshima com a primeira bomba atômica.
Faço do fato motivação para lembrar e comentar das absurdas bombas atômicas que mataram 140 mil em Hiroshima e 70 mil em Nagasaki. Números aquém da realidade, pois os efeitos da bomba perduraram por décadas nos japoneses e seus descendentes.
Os Estados Unidos tinham mesmo necessidade de detonar o artefato atômico contra um Japão já exangue?
Após a queda da Alemanha nazista em maio de 1945, a guerra continuou no Pacífico. Mas, mal e porcamente comparando, o Japão já não era mais que um moleque ranheta de sete anos insistindo em brigar com um de quatorze anos.
A propaganda americana vendeu supervalorizados os feitos dos pilotos japoneses kamizakes quando, na verdade, tinham que fazer do próprio avião, uma bomba. O Japão não dispunha mais de insumos para continuar a guerra: ou fabricavam aviões, ou fabricavam munição.
E obviamente, optaram pelo primeiro pois podiam contar com a idolatria dos pilotos ao seu imperador, governante por direito divino, como pilotos suicidas. E os pilotos orgulhosamente se candidatavam ao martírio pela pátria.
Com a Europa sob controle, bastava aos Estados Unidos da América e seus aliados estrangularem os espaços navais do Japão, com bloqueios. O esgotamento da nação e sua provável rendição, poderia ser assim conquistada.
A bomba atômica estava pronta e precisava, simplesmente, ser testada. Onde alguém viu militar em guerra, com armas no paiol que podem propiciar extrema vantagem, e não utilizá-las?
Podem escrever o que quiserem sobre o fato. A mim não convencerão que o uso da bomba atômica aconteceu apenas porque ela existia. Não acreditem na balela “que a bomba encurtou a guerra e poupou vidas”, como ficou lavrado o discurso oficial.
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