Eu quero mais Brasil
Postado por Sergio em 21 Nov 2007 em 06:58 pm | Em: Topetem
Roberto Justus visitou Silvio Santos esses dias com o intuito de comprar o SBT. Se não lembra ou não sabe quem é o pretendente ao canal de televisão do homem do Baú, falamos daquele que apresentou “O aprendiz” na Record, o canal do bispo Macedo.
Melhorou? Pois é… E acho que sua especial atração por loiras televisivas (Adriane Galisteu, com quem chegou a se casar, depois Eliane “dedinhos” e agora casado com Ticiane Pinheiro, filha de Helô Pinheiro, a garota de Ipanema) foi um bem traçado plano de negócios.
Roberto Justus parecer ter tramado sua vinda para os negócios da televisão entrando, virtualmente, pela porta da frente, pela telinha, tal é essa sua trajetória.
Mas o artigo não se presta a isso. Roberto Justus está já bastante wikipediado para gastar digitadas falando dele por aqui.
O que cá me traz, é a parte da “notícia” que rolou pelos bastidores e chegou a ser publicada em colunas na internet, que diz ter sido mais ou menos assim o diálogo:
Roberto Justus: “Silvio, estou aqui representando um grupo e queremos comprar o SBT. Qual seu preço?”.
Silvio Santos: “Dois bilhões de dólares”.
Claro que Roberto Justus entendeu que Silvio Santos deu um preço para não vender, tipo aquele fusquinha que você tem há décadas e diz logo que quer R$ 30 mil por ele, sem dar chances de contra-proposta por parte do interessado comprador.
E assim terminou a conversa, segundo consta.
Bem, e qual é então, o escopo desse artigo senão a realidade da incipiência do capitalismo tupiniquim?
Uma rede nacional de televisão que desfrutou por muito tempo e ainda disputa o segundo lugar em audiência, valer (de verdade!), infinitamente menos que os US$ 240 milhões que a Microsoft pagou por 1,6% do Facebook, não faz bem o retrato dessa incipiência?
Se quiser, pode relembrar outros recentes negócios na internet (Google compra YouTube por US$ 1,6 bilhão e DoubleClick por US$ 3,1 bilhões).
No Brasil, embora que na “bolha”, a Telecom Itália Mobile comprou 30% do portal Globo.com por US$ 830 milhões e cito o fato apenas como comparativo de valores e coisas, pois que estão distorcidos pela situação ímpar da época.
Então, quanto vale (de verdade) empreendimentos de sucesso na internet do Brasil? Suponho que muito pouco, pois nossa internet ainda está engatinhando frente a audiência e faturamento da televisão.
E - agravante - quais os recursos interativos que a televisão digital irá proporcionar e que a fará competir com a internet via computadores?
Yes, baby, via computadores, via o que um programador/webmaster/designer criativo pode fazer e ganhar seus trocados. Ou nossos humildes blogs e sites serão acessáveis pela televisão, assim, numa boa?
Eu acho que não… Puxa… Eu estava cá pensando apenas em dizer como uma cultura que se deixa colonizar fada-se a ficar para sempre servil mas, pelo visto, é um buraco muito embaixo para se descer de uma única vez.
Alguém já escreveu sobre a televisão digital e a internet? Onde?
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O SBT, segundo consta, está forrado de dividas, então o valor pedido seria apenas para assumir a emissora, inclusive com dividas, só o que o tio Silvio deve para ex-funcionários da Tv Tupi é uma fábula, divida trabalhista não paga até hoje, inclusive dizem que esta mesma divida que barrou a venda para um grupo Mexicano (coisa que não poderia ocorrer pelas leis brasileiras, mas eles sempre dão um jeito, arrumam algum brasileiro para testa de ferro, será justus isso? :p )
Eu ainda não escrevi sobre a TV digital por um motivo bem simples, vai ser um fiasco no inicio, lembra dos conversores de (no maximo) R$100,00? Custam R$800,00 e mesmo assim é difícil encontrar, tanto que a toshiba está trazendo de fora para suprir eventual demanda.
A coisa só vai emplacar no ano que vem. Quanto ao conteúdo interativo, bem, software para isso tem, mas tudo depende das emissoras, elas que vão determinar o que vc poderá usar nesta interação.
Resumindo, vou esperar mais um pouco e observar, depois te falo :p
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Verdade… Pelas leis brasileiras, estrangeiros só podem ser donos de até 30% de empresas de comunicação. Mas não se fie muito que dívidas sejam determinantes em negociações. A não ser, é claro, aquelas tecnicamente insolúveis que beiram a bancarrota judicial, a dita massa falida.
Todos os grandes conglomerados têm dívidas, mas administráveis. São vistas como “ganhar dinheiro com capital alheio”. A Globo, por exemplo, tem um passivo enorme, mas nem por isso deixa de ser lucrativa.
Esse é o ponto: a lucratividade da empresa independentemente de seu passivo circulante (curto e médio prazo).
Bem, resumindo, falo com autoridade (sou contador sênior, uia!)e já trabalhei no saneamento de várias empresas, quando era dedicado ao ofício.
O ponto do artigo, que talvez no futuro eu evolua, é a incipiência de valores quando não cuidamos de agregar valores culturais a eles.
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