Comentei alguma coisa lá no Blogadão e como terminaram as tarefas do dia com um livro que estou editando, pensei em alongar a conversa sobre o assunto, por aqui.

Se nada tenho a favor o Edir Macedo, também nada tenho contra. É um fenômeno da comunicação (entendam, nada com a TV Record) de massas, clone cuspido e escarrado de pastores americanos como Billy Gaham e Rex Humbards que eu via na televisão em fins da década de sessenta, início de setenta.

A personagem Tim Tones, de Chico Anísio, foi inspirada nesses pastores e elevado ao extremo com paródias dos shows de fé que proporcionavam ao público. Já o nome, Tim Tones, é corruptela emprestada do fanático Jim Jones, aquele do suicídio coletivo de quase um milhar de pessoas.

Não vejo nada de excepcional no Edir Macedo a não ser, seu enorme senso de oportunismo. As mesmas características das quais se beneficiaram também, Bruna Surfistinha e Paulo Coelho.

Gozam então, do privilégio da primazia. Trilharam um caminho para apenas um, sem deixar pegadas a serem seguidas.

Deixariam de ser comuns? Acredita que sim?

Qual deles você lembraria para um Oscar ou um Nobel?

Nota do redator: Em casos de Oscar e Nobel, lembrar, já constitue honraria. Ser indicado como concorrente, então, é quase glória.

Os irmãos indigenistas Cláudio e Orlando Villas Boas e o escritor Jorge Amado por exemplo, foram várias vezes lembrados para o Prêmio Nobel da Paz e de Literatura, respectivamente.

E discutir critérios das instituições do Oscar e do Nobel, é irrelevante. Lógico que em torno delas circulam teorias conspiratórias de prevalecimento e políticas que são combustível para a imprensa, a cada edição.

Comparou né? Então, aposto que não indicaria nenhum deles para nada.

Ficaram ricos e famosos assim como uma dezena de craques de futebol, algumas duplas sertanejas ou a gostosa da vez do axé.

Edir Macedo é mais polêmico porque seu material de trabalho é a fé. Quanto mais objetiva para quem a quer, mas subjetiva me parece em doutrinas legais: o que é (ou não é) pode passar a ser (ou não ser) numa penada do legislador ou na interpretação do magistrado.

Não entendeu? Apenas imagine a hipótese de prevalecer teses de lavagem cerebral, como aconteceu com o Reverendo Moon, nos USA.

E adianto para vocês: o livro tem como finalidade camuflada, preparar seu sucessor no comando da Igreja Universal (indicado no livro, ao que parece) e livrar Edir Macedo das amarras dogmática da fé cristã.

Com essas amarras, como destilar, à vontade, seu rancor pela Globo e pelo Silvio Santos?

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