Edir Macedo, o homem do ano
Postado por Sergio em 19 Out 2007 em 02:35 pm | Em: Topetem
Comentei alguma coisa lá no Blogadão e como terminaram as tarefas do dia com um livro que estou editando, pensei em alongar a conversa sobre o assunto, por aqui.
Se nada tenho a favor o Edir Macedo, também nada tenho contra. É um fenômeno da comunicação (entendam, nada com a TV Record) de massas, clone cuspido e escarrado de pastores americanos como Billy Gaham e Rex Humbards que eu via na televisão em fins da década de sessenta, início de setenta.
A personagem Tim Tones, de Chico Anísio, foi inspirada nesses pastores e elevado ao extremo com paródias dos shows de fé que proporcionavam ao público. Já o nome, Tim Tones, é corruptela emprestada do fanático Jim Jones, aquele do suicídio coletivo de quase um milhar de pessoas.
Não vejo nada de excepcional no Edir Macedo a não ser, seu enorme senso de oportunismo. As mesmas características das quais se beneficiaram também, Bruna Surfistinha e Paulo Coelho.
Gozam então, do privilégio da primazia. Trilharam um caminho para apenas um, sem deixar pegadas a serem seguidas.
Deixariam de ser comuns? Acredita que sim?
Qual deles você lembraria para um Oscar ou um Nobel?
Nota do redator: Em casos de Oscar e Nobel, lembrar, já constitue honraria. Ser indicado como concorrente, então, é quase glória.
Os irmãos indigenistas Cláudio e Orlando Villas Boas e o escritor Jorge Amado por exemplo, foram várias vezes lembrados para o Prêmio Nobel da Paz e de Literatura, respectivamente.
E discutir critérios das instituições do Oscar e do Nobel, é irrelevante. Lógico que em torno delas circulam teorias conspiratórias de prevalecimento e políticas que são combustível para a imprensa, a cada edição.
Comparou né? Então, aposto que não indicaria nenhum deles para nada.
Ficaram ricos e famosos assim como uma dezena de craques de futebol, algumas duplas sertanejas ou a gostosa da vez do axé.
Edir Macedo é mais polêmico porque seu material de trabalho é a fé. Quanto mais objetiva para quem a quer, mas subjetiva me parece em doutrinas legais: o que é (ou não é) pode passar a ser (ou não ser) numa penada do legislador ou na interpretação do magistrado.
Não entendeu? Apenas imagine a hipótese de prevalecer teses de lavagem cerebral, como aconteceu com o Reverendo Moon, nos USA.
E adianto para vocês: o livro tem como finalidade camuflada, preparar seu sucessor no comando da Igreja Universal (indicado no livro, ao que parece) e livrar Edir Macedo das amarras dogmática da fé cristã.
Com essas amarras, como destilar, à vontade, seu rancor pela Globo e pelo Silvio Santos?
As mais recentes:
O melhor do volei de praia na Olimpíada de Pequim
O petróleo do pré-sal e uma nova estatal para ele
Manchete equivocada. Ou, ensaio anestésico.
Diego Hipólito fail
É claro que no mundo dos negócios, sorte é fator de peso para o sucesso, mas sozinho nada acontece, ser oportunista é uma das qualidades que um empresário ou orador deve ter caso queira alcançar bons resultados.
Ter talento, mas não ser oportunista, também não adianta nada, apesar que para mim, como já disse anteriormente, oportunismo é um talento, que diferentemente da sorte, só tem aqueles que são realmente bons.
Obrigado por dar continuidade ao meu post.
abração.
[Reply]