Confissões dos tempos do mimeógrafo

Logo que fui levado a trabalhar num escritório de contabilidade recém adquirido por meu irmão mais velho (início dos anos setenta), o gerente do escritório gostou de minha agilidade com os teclados.

Passou-me então, um enorme texto para datilografar (digitar? o termo não existia ainda). Era uma procuração padrão para financiamentos de dívidas dos clientes do escritório junto ao INPS, Instituto Nacional de Previdência Social, que foi sucedido pelo INSS.

E datilografar no stencil (01). Após meio dia de trabalho, entreguei em sua mesa duas folhas sem uma única “rebatida”. Fiquei com a vaga.

Passou o tempo e isso de textos digitais me deixou relaxado. Penso, e vou embora digitando. Cá no blogue, só aqui na frente é que vejo as barbáries que cometo. As vezes, corrijo. Quase sempre, nunca.

Relevem meu escracho.

(Já lhes disse que a grande culpada é a Suyan? Pois é… Sou viciado nessa minha revisora)

(01) – O stencil, não sabem o que seja? Bem, era uma folha com o verso carbonado em azul ou preto (e depois, outras cores).

A folha de face era especial, papel filme, e nela surgiam os tipos invertidos, a matriz que ia para o mimeógrafo e produzia cópias tendo o alcóol como base para absorção.

Inclusive, o mimeógrafo foi padrão pelos professores, para impressão de provas aos seus alunos E um importante meio para a produção de panfletos “subversivos” naqueles Anos de Chumbo.

11 comentaram sobre “Confissões dos tempos do mimeógrafo”

  1. Opa Xará!

    O ano era 1996, era meu primeiro dia numa escola municipal do Rio de Janeiro e passei vergonha pois era o único que não sabia usar o mimeógrafo :-)

    Nada que dois minutos de treino não resolvam,.. mas tinha uns macetes pra pro stencil durar mais e fazer mais cópias :-)

    E antes disto, quando eu era moleque, com 14 anos, fiz curso de datilogafia… aliás, existiam aos borobotões… pra onde forma todos aqueles professores/as de datilografia?

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    Sergio respondeu em setembro 22nd, 2008 23:40:

    Xará!

    Eis ai uma boa pergunta.
    Acho que daria até uma reportagem investigativa por parte de algum blogue, que poderia localizar alguma ex-professora de datilografia e pesquisar porque se findaram as escolas.
    O que será que levou o sistema de coisas a não dar mais importância ao bom datilógrafo?(agora, digitador)
    Cheguei a fazer concurso público nos anos oitenta (para escrivão de polícia) e o exame de datilografia era excludente, eliminava o concursando pouco importando se ele fosse um ás em todas as outras matérias.
    Ser um exímio datilógrafo, era exigência em muitos concursos. Hoje, acho que nem pedem mais isso.
    Incrível, né?

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    Wagner respondeu em setembro 12th, 2009 16:23:

    Que bom que encontrei esta história, as vezes conto aqui em casa e ninguem acredita no que falo. Gostaria muito de saber se ainda encontro esta gelatina copiativa, ou se conhecem alquem que conhece fórmula para eu reproduzí-la. Podem encaminhar para o e-mail lucassoter@uol.com.br. Grato. Abraços

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    Sergio respondeu em setembro 13th, 2009 1:01:

    Olá, Wagner!

    Eu não conheço. Tente encontrar pelo Google, talvez de certo.

    Abraços”

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  2. Só nós para sabermos do que estás falando.

    Logo, logo falaremos daquelas gelatinas que eram usadas para copiar os diários das contabilidades de empresas, mas isto não é do teu tempo. Hehehe.

    Abraço

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    Sergio respondeu em setembro 22nd, 2008 23:45:

    Paulão!

    Mas eu, cheguei a usar a gelatina durante toda a era pré-informática!
    Lembra-se daqueles diários de folhas de seda japonesa?
    Nesse caso, a fita da máquina é que era coberta com uma tinta especial, cor azul.
    E lembra como borrava os dedos para trocar os carreteis da fita? (e as mãos, a máquina e tudo que tivesse ao redor, se não se fizesse com jeito…)
    Puxa… boas lembranças essas. Mas boas, porque éramos jovens, só por isso.

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    Paulo R Diesel respondeu em setembro 22nd, 2008 23:55:

    Somos jovens Sérgio, somos jovens.
    Só temos um pouco mais de experiência.

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  3. Sergio
    Vc me fez voltar no tempo.Numa escola pública, acabava com meus dedinhos escrevendo a mão no stencil e depois entrava na fila para rodar no mimeógrafo. Quando o dito cujo quebrava, ai,ai,ai!!!!!!!!!! não tinhamos o que fazer. Tinha colega que comprava um e o mantinha em sua sala ou em seu carro para usar e abusar. Ô tempinho difícil! Era espinhoso trabalhar naquele lugar. Hoje não mais. A cidade é Ceilândia D.F.
    célia

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  4. Sérgio não tem essa de éramos jovens não. Eu tenho 19 anos e usei mimeógrafo. E em escola particular. Fora nas escolas onde minha mãe dava aula. Máquina de escrever? Ainda tenho aqui em casa e é daquelas que na época de hoje, mal comparando, seriam um Mac. Na época dava inveja ter uma dessas hoje quem SÓ tem isso é motivo de piada. As crianças nem sabem o que é máquina de escrever. Lembro de um episódio de “Eu, a patroa e as crianças”, onde a Claire usa a máquina de escrever e depois de tudo pronto pergunta: “Onde é que imprime?”. E é mais ou menos isso que acontece se você der uma dessas para uma criança de uns oito ou nove anos.

    Um grande abraço

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    Sergio respondeu em setembro 25th, 2008 22:39:

    Franklin!

    Puxa… eu nem imaginava que o mimeógrafo tivesse sobrevivido à era das impressoras.
    Interessante…

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  5. se acha q essa onda do mimiógrafo ja se foi, estão enganados… na escola onde trabalho ainda usam isso , aliás, aó usam isso … pq acham q procurei no google “como usar mimiógrafo”?…. fikei sem jeito d pedir p alguém me ensinar akele trambolho…rs

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