Logo que fui levado a trabalhar num escritório de contabilidade recém adquirido por meu irmão mais velho (início dos anos setenta), o gerente do escritório gostou de minha agilidade com os teclados.

Passou-me então, um enorme texto para datilografar (digitar? o termo não existia ainda). Era uma procuração padrão para financiamentos de dívidas dos clientes do escritório junto ao INPS, Instituto Nacional de Previdência Social, que foi sucedido pelo INSS.

E datilografar no stencil (01). Após meio dia de trabalho, entreguei em sua mesa duas folhas sem uma única “rebatida”. Fiquei com a vaga.

Passou o tempo e isso de textos digitais me deixou relaxado. Penso, e vou embora digitando. Cá no blogue, só aqui na frente é que vejo as barbáries que cometo. As vezes, corrijo. Quase sempre, nunca.

Relevem meu escracho.

(Já lhes disse que a grande culpada é a Suyan? Pois é… Sou viciado nessa minha revisora)

(01) - O stencil, não sabem o que seja? Bem, era uma folha com o verso carbonado em azul ou preto (e depois, outras cores).

A folha de face era especial, papel filme, e nela surgiam os tipos invertidos, a matriz que ia para o mimeógrafo e produzia cópias tendo o alcóol como base para absorção.

Inclusive, o mimeógrafo foi padrão pelos professores, para impressão de provas aos seus alunos E um importante meio para a produção de panfletos “subversivos” naqueles Anos de Chumbo.

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