Cassiopéia, o filme
Poucos sabem, mas é brasileira a primeira produção de um longa-metragem de origem virtual.
Trata-se de Cassiopéia, puramente computacional, sem escaneamento exterior de imagens ou vetorização de modelos reais ou misturas com outras técnicas.
Filme de oitenta minutos, inaugurou uma nova fase no cinema estabelecendo métodos, conceitos, sistemas, formas e linguagem dentro da nova tecnologia.
Sua produção foi dirigida pelo animador Clóvis Vieira e uma equipe de três diretores de animação e onze animadores, trabalhando em dezessete microcomputadores 486 DX2-66. Imaginem só a lentidão.
Considere ainda, que o primeiro modelo de personagem foi feito em um 386 SX de 20Mhz. O software utilizado foi o Topas Animator produzido pela Crystal Graphics.
A produção de Cassiopéia demorou quatro anos. Começou em janeiro de 1992 e custou apenas (1) US$ 1,5 milhão.
Outro grande desafio da produção foi encaixar o filme na programação das redes de cinema no Brasil. O filme só foi exibido na época das olimpíadas de Los Angeles, quando a frequência de espectadores era menor.
Ficou esquecido na história do cinema nacional.
Cassiopéia X Toy Story
Quando a Disney ficou sabendo que Cassiopéia estava sendo produzido no Brasil (estava
com quarenta minutos prontos), investiram US$ 50 milhões para sair na frente.
Lançaram uma forte campanha de marketing, dizendo que Toy Story (EUA, 1995) era o primeiro filme totalmente criado em computador.
Isso não era verdade, a Disney usou modelos em argila para criação antes do computador.
Esta é a principal diferença entre os dois filmes, assim, Cassiopéia é considerado o primeiro do gênero no mundo.
(1) – “Apenas”US$ 1,5 milhão, em comparação como o gasto pela Disney com Toy Story, é claro.
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Ajudem me! Obrigado.
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