Em 1913, um cidadão carioca encontrou, de maneira curiosa, diversas cartas perdidas, de conteúdo filosófico profundo, dentro de uma antiga escrivaninha que havia comprado em um brechó situado na rua Senhor dos Passos, centro da cidade do Rio de Janeiro, ou, conforme diz no original, “pelas ruas em que os belchiores costumam assentar as suas tendas”.
Por sorte, este cidadão havia vivido “um anno em Stockholmo” e não estranhou as cartas “escriptas em idioma scandinavo”, vindo a traduzi-las empolgado e posteriormente publicá-las em livro, recusando-se modestamente a assiná-lo, permitindo-se apenas a grafia “X”.
Por volta de 1998, João de Abreu Borges, poeta, compositor, cantor e editor do Rio de Janeiro encontrou este livro num sebo e (a partir de 2006) resolveu publicá-lo em pequenos capítulos, sempre procurando preservar a grafia original da época.

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