Advertência

Postagem com alto teor miguxo. Não recomendada para alérgicos.

Apenas já estar em casa, é pouco. Faz-se necessário dividir a chegada em lotes.

Saindo de Araranguá

Doce, a dálmata e seu primeiro filhote

Passagens compradas para São Paulo com alguns dias de antecedência, eis que no derradeiro dia Suyan dá mostras da decantada facilidade feminina em coordenar várias tarefas ao mesmo tempo.

Isso tanto pode ser um elogio como um arrepio de pavor, ante minha impaciência. Afinal, homens não tomam banhos “rapidinhos” de meia hora, não é mesmo? Nem levam metade do dia para saber o que colocar numa pequena maleta de viagem.

Sim, a Suyan veio comigo na viagem. Nos separamos em Sampa, no terminal Tietê. Eu, seguindo pelo metrô para Barra Funda (01) para meu ônibus e ela, dali mesmo para o Rio de Janeiro, indo para “a virada”(02).

Camarão na moranga - Receita da Lu MonteE nessa manhã aconteceu dela fazer essa maravilha para nós. E, enquanto tomava nota da receita no blogue da Lu Monte, respondeu vários e-mails, gravou algumas coisas em CD (inclusive o livro que estivemos revisando) entre outras cositas más bem miguxas em seu computador (Pensou num bando de gente no MSN e no Orkut? Bingo!).

Depois, lavou na máquina um montanha de roupas, fez um pote de geléia de morango silvestre para uma amiga do Rio de Janeiro, discursou mil e uma recomendações para o filho Iago e quase viu nascer seu primeiro “neto”.

Isso mesmo, “neto”. Sua cadela dálmata, a Doce, engravidou de forma não planejada (pelaGeleia de amoras silvestresSuyan) e resolveu parir no dia de nossa partida. Até o momento que ali estávamos, tinha nascido apenas um dos filhotes, de um total de cinco que foram nascendo ao correr das horas seguintes.

No terminal Barra Funda

Antes de nos apartarmos, no Tietê, fiz um comentário: Ficar fora de casa por algum tempo, o temor é quando alguém nos vem com algo como “preciso falar como você”, “preciso te contar uma coisa” ou “olha, tem uma coisa prá te dizer”.

É merda na certa.

E onde estou “parando” a dona da casa é mais louca que eu. Então, procuro ficar com o espírito o mais desarmado possível, o mais relaxado que possa conseguir. Bastará o stress que seguramente terei com a gráfica durante a impressão do livro que finalizamos.

Comprada minha passagem para casa, procurei por algum lugar que fosse melhor ventilado para esperar por algumas horas. Bem ventilado e perto de um quiosque que vendesse café.

Nem alguns segundos que estava no lugar escolhido, acercou-se também dali uma jovem senhora. Sei que emiti um grunhido qualquer sobre o calor, a guisa de boas vindas ao espaço e disso, engendramos uma conversa que ultrapassou os limites de um papo casual entre desconhecidos numa estação rodoviária.

Se resumir que a moça é gestora de projetos culturais na cidade de São Paulo e que ficou apaixonada por meus projetos, você acreditaria?

Pense o que quiser, mas foi exatamente esse tipo de pessoa que conheci numa das maiores rodoviárias paulistanas, com milhares de pessoas circulando ao meu redor.

Mais? Bem, eu estava com um exemplar de “a Ponte” e “Olhos d´alma” na bolsa, ambos já preparados para o Programa Viva Livro!

Claro que presenteei a moça (Simone, seu nome) com ambos e trocamos cartões. Simone gerencia uma ONG e logo vislumbrou várias aplicações para as tecnologias socioculturais que desenvolvo.

Se fiquei feliz? Claro que fiquei! Ando tão enojado do sistema que encontrar alguém que como eu sonha e faz, é um achado. É certo que o que faço conta com o apoio moral de centenas de pessoas, mas isso, basta apenas para que os sonhos ganhem corpo. Mas não formas.

O que ando precisando é respirar um pouco, revitalizar a mente e as idéias para retornar aos meus propósitos iniciais: deixar um punhal cravado no coração do sistema, fazê-lo sangrar aos borbotões até esvair-se por completo. (03)

Dizem até, que já consegui alguma coisa e que não tenha sabido mensurar isso. Ou melhor, não sabia até ser beijado por uma bruxa catarinense. Aliás, Santa Catarina é ponto de pouso desses míticos seres, sabia não? Mas isso, é assunto para uma futura postagem.

Em Barra Bonita

Bem, as coisas estavam em melhor estado do que eu esperava. Claro, o computador estava sem conexão, por falta de pagamento. Nada que uma rápida ligação ao celular do Fábio não resolvesse.

Uma ida nos Correios e pronto. Resolvido meus compromissos de reassentamento. Sem considerar, é claro, uma breve faxina no cafofo e aquela “passada de água” em roupas de cama e aquelas que vieram de viagem.

(01) - Não confunda: Barra Funda é um bairro em São Paulo, onde está o terminal de onde partem ônibus para o interior. Barra Bonita, é a cidade onde vivo.

(02) - Não ouço mais ninguém dizer Reveillon. Agora, é “virada”.

(03) - Fanfarronice, óbvio. Mas pelo menos o caminho da jugular, eu sei.

As mais recentes:

O melhor do volei de praia na Olimpíada de Pequim

20 08 2008

O petróleo do pré-sal e uma nova estatal para ele

19 08 2008

Manchete equivocada. Ou, ensaio anestésico.

18 08 2008

Diego Hipólito fail

17 08 2008