Aquecimento global e extinção da vida
Minha filha de onze anos pediu que eu fizesse uma pesquisa sobre a aquecimento global.
Claro que ela poderia fazer suas pesquisas, mas mora com a avó e lá não tem um computador.
Minha primeira reação foi de alegria por ver que professores estão cada vez mais ocupados em rechear a vida escolar com temas do cotidiano.
Até bem pouco tempo atrás limitavam-se ao que vinha impresso nos livros escolares. No meu tempo, a “Caminho Suave”.
Antes que um detalhamento mais elaborado sobre o tema(1) pensei numa relação do aquecimento global com a extinção da vida.
E o que tem a ver uma imagem do pássaro dodô com essa postagem?
Bem, os dodôs existiam nas ilhas Maurício e foram extintos pela ação do homem em menos de duzentos anos. Imaginem levas de navios por ali passando e os marinheiros sequiosos por um galináceo em substituição ao trivial de bordo.
Como não voavam, os dodôs eram presas fáceis. Foram rareando pela ação do homem e de outras criaturas que se introduziu nas ilhas Maurício como cachorros, ratos e macacos, que comiam seus ovos.
Ou seja, o dodô não desapareceu de um dia para o outro. Foi sumindo aos poucos das vistas. Até sua total extinção.
Aquecimento global extinguindo vidas
Vi uma vez num desses discovery channel uma cadeia alimentar na Antártica que inicia-se com minúsculas algas, o fitoplâncton.
O fitoplâncton é alimento do krill, um minúsculo parente do camarão que atinge 5 cm de comprimento somente aos 2 anos de idade, e vive até 4 a 6 anos.
O krill existe em grande quantidade, quase 500 milhões de toneladas, e é alimento das baleias desdentadas como as corcundas e as azuis.
Se o aquecimento global fizer as geleiras reduzirem de tamanho, reduzirá a produção de fitoplâncton, que reduzirá o número de krills e deixará sem comida, as baleias.
Não conhecemos o fitoplâncton nem o krill. Mas conhecemos baleias. O homem não perceberá o desaparecimento dos dois primeiros. Mas das baleias, sim.
Percebem a complexidade?
(1) – Esse artigo estava em elaboração e em meu leitor de feeds, eis que surge uma matéria bem completa no Diversos.org, editado pelo Bruno Alves. Só faltou o Bruno disponibilizar um botão para impressão.
É incrível como a natureza funciona e tenta manter um equilíbrio que é tão frágil.
Abraço
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Obrigada!
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