Negócio Tipo Um

Um americano monta uma mercearia. Algum capital (talvez até, hipotecando sua casa), muito trabalho, disciplina e o negócio “vinga”. Melhor, vai de vento em popa e a toda vela. Logo, precisa ampliar os espaços. Pensa tornar seu negócio, num supermercado local.

Um amigo, parente ou investidor desconhecido propõe sociedade. Ele aceita, agradece e, como por lá negócios são negócios, amizade à parte, temos uma sociedade sem intrigas, futricas, ingerências da mulher, da namorada, do vizinho, do cachorro ou papagaio.

O supermercado também vai bem. Ampliam o capital e logo, têm uma pequena rede. O efeito multiplicador, no período de uma década, a transforma numa rede nacional.

O passo seguinte, é a abertura do capital e sua negociação na Bolsa de Valores, eis que já é uma sociedade anônima atraindo milhares de novos sócios (investidores).

Sucesso! Todos ganham.

Negócio Tipo Dois

Um brasileiro monta uma mercearia. Toma do acerto de contas do último emprego, saca o FGTS, vende o carro e o negócio caminha a passo de tartaruga.

Ele não sabe, mas não soube bem planejar seu negócio. Não se importou com outras mercearias que se abriam no mesmo bairro e que em tempos de seca, os fornecedores não conseguem suprir a todas.

Um amigo, parente ou conhecido propõe sociedade. Ele recusa por achar que sociedade só dá confusão, que pode ser roubado e não quer misturar amizades com negócios. Se for parente então, piorou. Brigar com cunhado, ficará mal depois com a esposa.

A mercearia ascende até onde seu capital aguenta. Depois, fica estagnada. Da estagnação, vem a deterioração. Nem mais se importa em vender cachaça em doses, para ajudar no faturamento e pagar as contas.

Termina em nada.

Aos navegantes

Essa alegoria, ocorreu-me de realidades que tenho acompanhado na blogosfera brasileira.

A idéia do NossaVia.com.br não ganharia relevência se fosse possível contar um alguma unidade, uma sociedade de lideranças?

Sem citar santos, bastando o milagre, parece-me comprovada a teoria dos caranguejos citada aqui e aqui:

Um turista passeava pela praia e encontrou um catador de caranguejos. Ele observou que os caranguejos eram colocados num balde sem tampa, e perguntou ao catador: - Você não tem medo de perder os caranguejos enquanto você cata outros? - Não, ao tentar sair do balde um carangueijo puxa o outro para baixo.

Explicando a piada

Se os tais “projetos pessoais em elaboração” que vejo for sempre do tipo coletivo de conteúdo, a pulverização pode levar um todo, ao nada.

Empreender do “nosso” jeito, não tem jeito.

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