A egosfera brasileira
Postado por Sergio em 17 Out 2007 em 03:18 pm | Em: Topetem
Negócio Tipo Um
Um americano monta uma mercearia. Algum capital (talvez até, hipotecando sua casa), muito trabalho, disciplina e o negócio “vinga”. Melhor, vai de vento em popa e a toda vela. Logo, precisa ampliar os espaços. Pensa tornar seu negócio, num supermercado local.
Um amigo, parente ou investidor desconhecido propõe sociedade. Ele aceita, agradece e, como por lá negócios são negócios, amizade à parte, temos uma sociedade sem intrigas, futricas, ingerências da mulher, da namorada, do vizinho, do cachorro ou papagaio.
O supermercado também vai bem. Ampliam o capital e logo, têm uma pequena rede. O efeito multiplicador, no período de uma década, a transforma numa rede nacional.
O passo seguinte, é a abertura do capital e sua negociação na Bolsa de Valores, eis que já é uma sociedade anônima atraindo milhares de novos sócios (investidores).
Sucesso! Todos ganham.
Negócio Tipo Dois
Um brasileiro monta uma mercearia. Toma do acerto de contas do último emprego, saca o FGTS, vende o carro e o negócio caminha a passo de tartaruga.
Ele não sabe, mas não soube bem planejar seu negócio. Não se importou com outras mercearias que se abriam no mesmo bairro e que em tempos de seca, os fornecedores não conseguem suprir a todas.
Um amigo, parente ou conhecido propõe sociedade. Ele recusa por achar que sociedade só dá confusão, que pode ser roubado e não quer misturar amizades com negócios. Se for parente então, piorou. Brigar com cunhado, ficará mal depois com a esposa.
A mercearia ascende até onde seu capital aguenta. Depois, fica estagnada. Da estagnação, vem a deterioração. Nem mais se importa em vender cachaça em doses, para ajudar no faturamento e pagar as contas.
Termina em nada.
Aos navegantes
Essa alegoria, ocorreu-me de realidades que tenho acompanhado na blogosfera brasileira.
A idéia do NossaVia.com.br não ganharia relevência se fosse possível contar um alguma unidade, uma sociedade de lideranças?
Sem citar santos, bastando o milagre, parece-me comprovada a teoria dos caranguejos citada aqui e aqui:
Um turista passeava pela praia e encontrou um catador de caranguejos. Ele observou que os caranguejos eram colocados num balde sem tampa, e perguntou ao catador: - Você não tem medo de perder os caranguejos enquanto você cata outros? - Não, ao tentar sair do balde um carangueijo puxa o outro para baixo.
Explicando a piada
Se os tais “projetos pessoais em elaboração” que vejo for sempre do tipo coletivo de conteúdo, a pulverização pode levar um todo, ao nada.
Empreender do “nosso” jeito, não tem jeito.
As mais recentes:
Cleo Pires posa nua para Lux. Só até o lençol chegar.
Blog do Carlos Alberto Sardenberg, o Altíssimo
Demorô
Site do Bota Pra Fazer - Dez dicas do empreendedor
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No entanto a rede tem o intuito de trazer um conteúdo de excelente qualidade e buscar leitores fora do eixo da blogosfera. Ah, e se ficar com os dois pés atrás, você pode cair
Sérgio,
“A idéia do NossaVia.com.br não ganharia relevência se fosse possível contar um alguma unidade, uma sociedade de lideranças?” Não entendi essa frase e não entendi bem a sugestão.
A NossaVia não vai surgir para morrer na praia. Espero que não comecem a julgar antes de ver o trabalho que está sendo feito.
Abraço!
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Qualquer empreendimento com organização e estratégia tende a ser relevante. Ser o mais relevante, significa sucesso e ai, são formulas que precisam ser testadas. Você citou duas, mas o NossaVia, nascendo com cara de “não blogosfera” e menos leitura popularesca, pode invadir outras searas.
É o que imaginei desde o início e pelo que tenho ajudado a influir.
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Mas assino embaixo do comentário do Tonobohn.
Abraço!
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Realmente, fui muito sucinto, acho que até, enigmático.
E não pense que não torço a favor, longe disso. Gosto muito dos rapazes que estão articulando o NossaVia e estou torcendo e ajudando no que puder. Inclusive, colocando coisas assim, em discussão.
Reportando então, veja que quando digo lideranças, elas existem. Quer seja em autoridade, quer seja em tráfego.
Agregar esses poderes, iria encurtar prazos. Não falo dos que ignorem todas as iniciativas que não saiam de suas coroadas cabeças, não esses.
Mas de cabeças que estão já, programando colocar em pauta projetos pessoais, o que pode significar, ações similares.
E esse parágrafo acima, é só preventivo, pois sou “boca de cabra” com algumas coisas: “Tive uma idéia e vou convidar Fulano,Sicrano e Beltrano para escrever também”.
É só o que vejo!
Mas não vejo uma massa disponível assim, para suprir de conteúdo, mais que um projeto.
Começa pela racionalidade, pelo pé-no-chão: embora que participantes em faturamento, dificilmente não serão amadores que precisarão de seus afazeres normais para seu sustento.
E, como amador, ninguém consegue produzir textos com qualidade e regularidade.
Então, onde entra a quantidade de autores como alternativa viável para o projeto: mais autores, menos texto para cada um produzir e melhor qualidade.
Se começar uma corrida por autores, o que será?
Acho que consegui me explicar melhor agora.
Abraços!
Sérgio
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Quando terminei de postar uma resposta para o Gabriel, vi seu comentário.
Poderia voltar para ver?
Vejamos se continua a achar simplista.
Abração!
Sérgio
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Como disse, pode ser paranóia…
Abraço
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Sou poeta e como tal, por demais intuitivo. Chego a ver ângulos em círculos e cansado de acreditar na inventividade, temo por malogros. Não meus, pois que sucesso não é para mim, meta. Mas por todos. Sou um incorrigível coletivista.
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