“Não durma sem o gordo”, lembram-se? Pois longe vai o tempo em que Jô Soares trazia figuras pitorescas, desconhecidas, para seu programa de entrevistas. Acompanho o programa desde o início e sei porque essa linha não se sustentou: como encontrar uma infinidade de tipos que valessem ser entrevistados?

Esgotado o filão, o programa transformou-se num balcão. Anunciava de livros sobre sexo a divulgação de atividades extra-televisão dos atores globais, seja em teatro ou em cinema. Quando não, esposas de famosos divulgando uma clínica esotérica ou de embelezamento com pedras quentes, lama negra e outras excentricidades.

Nos últimos tempos, a pauta é política. Fortemente acentuada. Claro, nossos políticos têm se tornado figuras tristemente populares. Ocupando a dianteira, o Congresso Nacional. E nada mais fértil que as casas legislativas de Brasília para personagens, hã, digamos… assim pitorescas.

No entanto, o mundo pop grita alto e nele é que encontram os picos de audiência. Quanto imaginam o Ibope do Programa do Jô nessa sexta-feira, com o anúncio da presença de Andressa Soares, a Mulher Melancia, entre os entrevistados?

Ontem, foi a vez de Flávia Alessandra com sua famosa dança do poste, ou pole dance, que a censura achou imprópria para o horário da novela onde a moça assim atua.

Mas, voltando para a Mulher Melancia, ela veio mesmo para passar a notícia que será capa da Playboy mensal? Ué, não foi? E também, anunciou que fará uma tournée pela Europa.

Sorriu para meia dúzia de óbvios trocadilhos com seu nome artístico feitos pelo apresentador e, por fim, presenteou os babões da primeira fila com uns trejeitos da dança do créu.

É. A mulher é fornida.

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