“O aumento das audiências das TVs nas tragédias com as meninas Isabella e Eloá, nada tem a ver com algum tipo de morbidez da audiência ou exploração das TVs.

Na verdade é outro processo que tem mais a ver com a interatividade e certo comportamento de detetive que todos temos, antes leitores de novelas de detetives e hoje das novelas na TV, que estimulam a discussão sobre culpados mantendo até o final o suspense.

Nos dois casos o debate na TV entre policiais, conhecidos das vítimas ou algozes, psicólogos, etc… tenta dirimir as razões do crime e as responsabilidades.

As coberturas obedecem essa dinâmica e é isso que atrai o debate público e não algum comportamento mórbido que as TVs estimulem.

Por isso as audiências sobem tanto: o espectador não é passivo, é ativo, interativo e parte da trama dentro das tragédias.

Ele também tem sua análise e opinião sobre razões e responsabilidades”.

Li no ex-blog do César Maia, de um psicologo identificado pelas iniciais de RR.

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