Vinhetas da Globo, o hábito da leitura e livros
Postado por Sergio em 06 Nov 2007 em 12:03 pm | Em: Promos
Reparou que as últimas vinhetas institucionais da Rede Globo de Televisão têm focado o livro como elemento básico?
As vinhetas são de extrema relevância na comunicação como elemento gráfico e decorativo significativo nas artes como iluminuras, molduras de textos, emblemas, brasões, etc…
Adaptada para os meios de comunicação, ganharam elas uma nova linguagem visual e sonora, em que imagem e som passaram a apresentar maior dinamismo e impacto perante o olhar do receptor.
Um tanto fora do contexto mas para situar desavisados, é bom e justo citar Hans Donner, um mago na área.
E a Globo já direcionou várias campanhas institucionais por intermédio de suas vinhetas mas essa de agora voltada para livros e leitura, é a que passa a merecer os maiores aplausos.
Aumentam aqueles que insistem em afirmar que enquanto não se der Cultura e Educação ao nosso povo, vamos continuar a amassar barro com os pés. E nem cobro para as gerações que aqui estão na idade adulta. Falo das crianças e daquelas que ainda virão. Isso, porque conforme diz o caboclo, “cavalo velho não pega andar”.
O mundo moderno em tudo convida para o movimento e leitura é atividade estática que monopoliza a concentração. Não é como música, por exemplo, que você pode ouvir e ao mesmo tempo fazer outras coisas.
Por isso que as ações voltadas para se criar o hábito da leitura em adultos são ingratas em resultados. Mas, com a mídia publicitária tendo livros como elemento é a bola da vez, isso tenderá a mudar no médio prazo com as idades em formação de sua personalidade.
Já detectei indícios de interesse genuíno pela Educação em corporações. E não porque sejam boazinhas, mas porque sabem que governos são incompetentes e que seu futuro no mercado passa, necessariamente, por um povo melhor educado.
Faz-se já a inclusão digital, mas ela em si, não resolve. Sem melhoria no estado cultural, de pouco vale o acesso se é precária a capacitação para o uso. Fosse ela hoje mediana, imaginem quantos dos serviços públicos e privados não estariam totalmente informatizados, com as empresas prestadoras de tais serviços reduzindo custos e aumentando lucros.
Ao contrário de governos, corporações pensam sua existência por décadas seguintes. E nada mais temeroso que permitir chances aos concorrentes na conquista de público por melhor atendimento. Falo de bancos, principalmente.
Os governos representam a sociedade e se ela se mostrar mais capaz com isso, em fornecer Educação, de bom grado qualquer governo transfere tal responsabilidade. Alías, eles são doidos por isso. Não pensaram em fazer com a Previdência Social?
E blogueiros podem ajudar? Sim e já ajudam muito lendo e escrevendo sobre. Podemos ajudar criar o meme que prossiga por gerações até que a busca por solução desse problema social venha a se tornar política de estado.
Um dia, uma hora, numa postagem qualquer, fale como como seria melhor se nosso povo fosse mais educado e culto. Vale seu ponto de vista por seus justos interesses que mesmo não tendo consciência, são patrióticos.
As mais recentes:
Eu sentia que estava faltando algo…
Malditos fazedores de anjos
O beijo (que não saiu) de R$ 39 milhões. Nós pagamos.
O beijo de Cebolinha e Mônica é sebastianismo
se não me engano, ao final dos créditos da novela “A Moreninha”, que passou na década de 1970, havia um aviso incisivo: “vá a uma bilbioteca e leia o livro”.
Li a respeito no “Roteiro de Cinema e TV”, do Marcos Rey, que foi o autor da novela. Ele falava de adaptações de romances para a televisão e da dificuldade de ter feito essa novela, que precisou de muitos “ajustes” para poder funcionar.
E o “deligue a TV e vá ler um livro” da MTV?
Será que essas iniciativas têm mais resultado do que o velho hábito de se contar história para os filhos, de se estimular o contato com livros e tudo o mais?
Eu, sinceramente, espero que tenham algum resultado. Apesar de ser bastante pessimista e sem esperança.
Um abraço,
Gabiru
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Como contar história para os filhos, se os pais não lêem?
Imaginar que se obrigarão a ler para beneficiar os filhos por alguma consciência, seria pedir muito.
Quem não lê, não lerá.
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Como você mesmo disse e eu além de concordar reforço, de nada vale o país investir em inclusão digital se o alvo de tal inclusão não se interessa pela educação primária.
Temos internautas cada vez mais pobres em conteúdo e que muito pouco ou quase nada fazem para melhorar tanto a si próprios quanto para promover melhorias para aqueles com quem convivem.
É realmente lastimável. =/
Um abraço!
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Gostei muito do texto e confesso que acessei o blog em busca das vinhetas da globo. Foi uma grata surpresa!
Concordo com você em gênero, número e grau, principalmente, no que se refere ao esforço de empresas privadas para trazer cultura à população ao seu redor.
Sou contadora de histórias num colégio em Jundiaí e na biblioteca do Centro Cultural da ThyssenKrupp Metalúrgica em Campo Limpo Paulista e posso afirmar: essa empresa faz a sua parte!!
Convivo, diariamente, com essa realidade. Os pais não lêem, não incentivam seus filhos a lerem, as crianças não gostam de histórias ( o que não é verdade!), o ensino está muito aquém do esperado, enfim, não faltam motivos para reclamarmos e empurrarmos para o outro a culpa, mas se cada um de nós tomar para si a responsabiblidade de modificar “o espaço” ao seu redor, imagine o que seria possível! Talvez, o que hoje, muitos, considerem impossível!
Um abraço
Milva
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Parabéns por seu trabalho. Tenho desenvolvido duas tecnologias socioculturais voltadas para o hábito da leitura, o programa “Viva Livro!” e o Amigos de Letras na Escola, ambas de abrangência nacional.
Ando a amassar barro em busca de apoiadores, mas não desisto.
Quem sabe um dia, né?
Abraços!
Sérgio
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