Cebolinha e MônicaVocês estão ligados que o Maurício de Souza “cresceu” com a Turma da Mônica, certo?

Estão sabendo que agora eles são adolescentes nos gibis e nas tirinhas (não sei se a versão infantil irá perdurar ou conviver com essa versão).

E, como agora tudo no Brasil é motivo para uma comunidade do Orkut (melhor prova disso? Rá, vejam essa piada) pululam comunidades da Turma da Mônica e nelas, acaloradas enquetes sobre o beijo entre as duas personagens.

E, para atender de imediato o gosto do público, Cebolinha e Mônica se beijaram.

E daí? você pergunta.

Daí, respondo eu, que para mim isso é uma flagrante demonstração do sebastianismo em nossa cultura messiânica.

É certo que o tal beijo foi aceito pelos produtores como ítem principal de média para alavancar o produto. Nem chegaram a queimar um neurônio sequer pensando em outros.

Matam a galinha dos ovos de ouro com o beijo? Não, nem tanto ao céu nem ao inferno. Mas perdem um ingrediente de trabalho, de experimentos culturais, importante, obedecendo de imediato à esse anseio.

Porque cultural? Vejam… Repare só nos seriados americanos (nesses, feitos para além do limiar de temporadas seriadas) como quando personagens de ambos os sexos contracenam, o quanto o público deseja que fiquem juntos e, entre sutis insinuações entre o herói e a heroína, isso nunca acontece.

Você pode relacionar vários, se quiser. Como eu disse, falo de seriados episodiais, com estória completa em cada episódio.

No nosso caso, o fator cultural do sebastianismo está na eterna esperança que o ideal  se realize. E nossos produtores não têm o atrevimento de contrariar isso.

Perdem ou ganham? Quem perde é o gado, que segue tangido.

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