Na foto, a sacanagem é bem maior
Mestre blogueiro Cardoso deu o “furo” da sacanagem do site paraiba.com.br receber do Senado Federal, a importância mensal de R$ 48 mil pela publicação de um banner.
Bem, acompanhe o link acima para saber mais e certamente, pelos comentários daquela postagem, outros links que o levarão a outras postagens sobre o assunto.
O fato em si, apenas denota a existência de uma modalidade de sacanagem ainda pouco conhecida para se mamar no farto úbere da vaca pública.
Sim, “apenas” isso. Inclusive, é idêntico ao caso do jornalista do Rio Grande do Sul, o tal Políbio Braga. (01)
Vou tentar explicar o processo.
Todas as gentes que estão em cargo público – eletivo, no caso – faz parte ou não, de uma cadeia alimentar do Poder.
Se for “do contra“, é um abnegado idealista ou mantém-se por sistemas que se preparam para, mais eleições menos eleições, chegar ao poder.
Se for “a favor“, exige por essa fidelidade valores até bem mais altos que a soma dos salários e mordomias de praxe.
E as mordomias extras têm que sair de algum lugar, seja de maneira limpa ou nem tanto, eis que eles não colocam isso como condição sine qua non. Dinheiro é dinheiro em toda sua forma.
O dinheiro precisa ser repassado aos parceiros do poder, aos elementos que têm poder de voto e veto nas coisas de interesse do governo. Antes, a prática era empregar pencas de parentes e, em casos mais espúrios, “laranjas” com hollerith.
De toda forma o dinheiro seguia para o mesmo destino: para as mãos do agraciado.
O Senado Federal, assim como toda casa legislativa, tem seu Orçamento e nele, rubricas como Publicidade ou parente próximo dela. E é assim que é “tratado”: “Tem no orçamento? Se tiver, eu te arrumo alguma coi$a”.
Antes, teoricamente, só poderiam mamar nessa verbas políticos que tinham rádios, jornal ou televisão em seu “grupo” (de filho, do genro, da esposa, etc..).
Como temos agora a internet, ficou mais fácil para que o comando de uma casa legislativa exerça seu poder de cooptação via essas verbas: “Faz um site bunitinho que te arrumo uma verba da Publicidade”
Ali, nos cochichos na bancada e no cafézinho, os “nobres” senhores sabem tudo de todos: sabem quem está mamando onde e quanto.
Não há como esconder. São gastos públicos e ademais, apenas pela disposição de um determinado voto, da direção de um discurso, todos deduzem: “Esse, pegou o seu. Quero o meu também!”.
Então, meus amigos. Nada tem a ver com valores de mercado ou com qualidade. O dinheiro público que repassam, no caso, para sites ou blogues, nada tem a ver com fins (se o site é relevante ou não, se tem audiência ou não).
Esses site ou blogues são apenas meios para se formalizar a saída legal do dinheiro.
Então, descobriu-se a forma. Mesmo que isso cessasse, não cessariam os métodos. O dinheiro público continuaria a “engraxar” as mesmas mãos, via fontes outras.
E nossos políticos são pródigos em criar 1001 maneiras para se saquear o erário.
(01) – Políbio Braga, por exemplo, mais me parece “laranja” de alguém. Não me parece um jornalista com poder de expressão a ponto de interessar eleitoralmente, algum político.
Deve repassar parte do faturamento de seu blogue para alguém acima dele na cadeia alimentar.
Abraços.
HUahuhaha
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