Microsoft, a mais chupim
Postado por Sergio em 13 Out 2007 em 10:50 pm | Em: Promos
Lendo os feeds nossos de cada dia, parei na postagem do Rodrigo Ghedin exatamente no parágrafo que diz:
Windows Vista
Sou contra a pirataria, tanto que, só agora, quase dez meses após o lançamento oficial do Windows Vista, adquiri o mesmo. Versão Ultimate, e tal.
Como é que é?
O Rodrigo Ghedin mantém um site especializado em tecnologia, por anos seguidos tem roubado horas de seu dia para solucionar problemas do Windows para uma multidão de usuários, e a Microsoft não fornece a ele, cópias dos produtos?
Convidaram uma vez, o Rodrigo (e outros blogueiros da área) para reunião na empresa, para que então? Para um relacionamento que se pagaria só pelo fricote?
Não sei (e não quero saber, não me interessa) se o Rodrigo tem alguma vantagem da empresa pelo trabalho que desenvolve. A mim, pelo parágrafo da postagem, parece que não.
Como pela aparência Rodrigo não tem vantagem alguma, essa Microsoft merece mesmo perder os espaços que vem perdendo na internet. Ou, no mínimo, que não está conseguindo conquistar.
Enquanto no Google, funcionários podem jogar pebolim no trabalho, ouvir música e até tirar um cochilo, a Microsoft tem não só uma política corporativa imperialista, como parece tratar como fruit (1) udo que não é yankee.
Não é torcida minha isso. É constatado pela estagnação da corporação, que parece não estar acompanhando uma revolução em comportamentos no consumo de massa. Cada vez mais, opiniões pessoais que induzam duas centenas de pessoas, está ganhando mais valor.
Impossível, improvável e inimaginável que eles não saibam disso.
Uma empresa com um faturamento previsto de US$ 50 bilhões para o ano fiscal de 2007 (2) só ouve mesmo, o “presta atenção“(3) dos tribunais, como na Europa ultimamente.
Por falar em tribunais, e se o WinAjuda fosse para resolver problemas da galera com Windows pirata? Daí, a Microsoft processava ele, pois não?
(1) fruit - Alusão pessoal ao comportamente yankee com a América Latina. Para eles, aquelas antas, tudo aqui é hispânico. Em fins do século XIX, começo do século XX, as empresas americanas que se estabeleciam (eufemismo para dominação) em países latinos, tinham sua denominação de origem acompanhado do nome do país local. Ex: Mr.Manson and Sampsom & Co. do Brasil.
(2) US$ 50 bilhões. Se a Microsoft fosse um país, seu PIB estaria lá pela 60ª posição entre cerca de 170 nações do planeta.
(3) “Presta atenção” é gíria de malandro. Significa algo como chamar a atenção, chamar às falas, advertir, intimidar.
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Parabéns! Eu também não consigo entender porque a Microsoft não muda suas políticas!
Sobre a imagem:
Fez no Paint?! hehe Parece euzinho fazendo montagem para Qi Coisa (http://qicoisa.blogspot.com)
Perguntinha:
Já assistiu o filme “Piratas do Vale do Silício”?!
O senhor Jobs é um terror como patrão!
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Os alunos têm direito a licença de software da M$: podem pegar o WinVista, levar pra casa, testar e, de certa forma, serem evangelizados ao ganhar um presentinho.
É claro que creio que essas pessoas têm senso crítico e fazem a avaliação do produto de forma isenta, sem nem levar em conta se ganharam ou não o software de presente. Esse amigo mesmo ainda não migrou pro Vista porque quer vê-lo mais estável antes.
A questão reside, acho eu, na identificação de prioridades por parte da empresa do Tio Gates: por que estudantes de computação são potencialmente mais importantes do que blogueiros muito lidos e ativos?
Alguma razão, na cabeça da M$, deve haver. Só não sei qual é
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O encontro lá na sede foi para estreitar relações. Desde então, tenho obtido algumas informações privilegiadas, direto da fonte.
A propósito, e a entrevista, sai ou não, Sérgio? Estou curioso para ver o resultado.
[]’s!
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Não duvido nada.
O trabalho realizado pelo Rodrigo promove e dá audiência (de neutra à positiva) para a MicroSoft de certa forma.
Se o assunto abordado fosse a pirataria envolvendo produtos da empresa em questão, o primeiro passo seria uma intimação judicial.
Quem tá comigo?
Abração Sérgio!
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