Eu pensei começar essa postagem dizendo “eu me recuso a acreditar que um mestre como José Saramago tenha tempo para escrever um blogue, ainda mais com versão adicional em outro idioma, o espanhol”.

O “eu me recuso”, seria petulância afirmativa arrogante por meu desconhecimento do vigor no mestre, o necessário ao esforço que é despendido na tarefa.

Ele pode sim, ser o único gerenciador do blogue, oras. Porque não? Bem sabemos que enquanto der prazer, nada cansa.

Muitos gênios escritores são confessos conservadores, ainda afeitos à sua  velha e fiel parceira de longa jornada: a máquina de datilografia. Se for mesmo o mestre que cuida do blogue, de fio a pavio, mil vivas a ele.

Fosse um ficcionista falastrão como Paulo Coelho, faria sentido a dúvida. Ou alguém acha que o “mago” teria tempo a perder, desperdiçando-o em inevitáveis dissabores com comentaristas dotados de QI incômodo?

Não dá para chamar de blogue essa lepra edir-macediana que ele escreve (ele, uma ova. Alguma secretária capaz retira textos “edificantes” de sua “obra” e manda por e-mail para editores no G-1, aposto), onde uma tantada de “aprendizes de feiticeiros” acessam para registrar suas baba-ovices, não é mesmo?

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