Uma vez o humorístico (tá, nem tanto…) Casseta & Planeta, da TV Globo, apresentou um quadro onde tomavam de dois vícios de linguagem, como personagens. Não consigo lembrar quais seriam eles, mas lembro do quadro.

Sabe o que são esses vícios? Sãos os “né”, “entende”, “sabe”, “tá” e por ai afora. Eu mesmo, sei que sou usuário de vários.

No entanto, sempre fui invocado com um tal “até porque” usado no meio das frases como conjunção explicativa, mas com esse “porque” fora de contexto.

Descobri isso substituindo nas expressões,  o “até” por “mesmo”.

Assim posto, considerando que “até” e “mesmo” são termos que se prestam como sinônimos, percebe-se que o “porque” fica totalmente deslocado, sem razão de ser.

Romário, o Baixinho, não dava uma entrevista sem o “até porque“. Depois dele, a coisa se alastrou. Assim, achei o fenômeno tipicamente carioca.

Um outro, é o “Na verdade” e sempre, no início das frases.

Como ouvi várias vezes de uma amiga paulistana, e agora, muito na televisão vindo de gentes de Sampa, penso que é fenômeno paulistano.

Nénão?

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