Alah-la-ô-ô-ô-ô!

E mais ou menos assim, foram os bons tempos de meu carnaval. Aquele eu, hoje, não sobreviveria, não mesmo.
Sem contar que nem sei se dá para considerar o atual Carnaval, como sendo Carnaval. Carnaval sem Rei Momo gordo, sem confetes nem serpentina, sem lança perfume. Carnaval sem marchinhas. Carnaval sem Pierrot, Arlequim nem Colombina.
O reinado de um Momo destronado.
Em todo canto, é só essa porra de axé baiano e funk carioca. Em todo canto, é o mesmo do ano todo com os mesmos artistas de massa para uma platéia sem massa. Mas dela, quem precisa, quando basta saber o caminho da “boca”?
Serão quatro ou cinco dias de muito do mesmo de sempre. Para Carnaval, só lhe restou o divisor, de fato, que o ano acabou e o país começará a rodar seu sistema operacional no novo ano.
O business se impôs sobre a festa popular. Carnaval, só se for para ser o maior espetáculo “popular” da Terra.
“Popular”, assim com aspas, pois que o povo faz muito tempo é apenas um detalhe. Quem faz o Carnaval é sua indústria sócio-econômica, política e eleitoral.
Hitler também gostava de grandes concentrações populares. E se comparo, é apenas o método alquímico para concentrar a massa: Elimine o trabalho e estique a lona que o povo comparece.
Mas divirtam-se. Ou descansem. Ou ainda, refugiem-se. Só não me digam que isso de agora é Carnaval.
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fevereiro 20th, 2009 at 16:31
Mas Funk, também, pode ser legal
No mais, assino em baixco
abs
Sergio respondeu em fevereiro 21st, 2009 18:42:
Sim, sim… não é preconceito meu, sem nenhum elitismo, eu juro.
É que ficou uma coisa só. Moro perto de um Centro de Convenções onde a prefeitura montou o Carnaval popular desse ano. E já estão tocando faz algumas horas.. e adivinhe, quem, quem?
Sim, Ivete Sangalo. E parece-me que TODOS os seus hits.
Essa massificação “matou” iniciativas. Tipo, o Silvio Santos, que sempre gravava marchinhas (e o Chacrinha lembra?)
Prevalecessem personalidades assim, outros seguiriam seu caminho e as marchinhas de Carnaval teria sobrevivido.
Saudosismo? Também não é, juro que não. Saudosista é aquele que compara a mesma coisa, modificada.
No caso, juro que nada de diferente estou vendo no Carnaval do visto em bailes populares comuns, de meio de ano.
Então, é coisa completamente diferente do Carnaval.
E o interessante, é que a mudança foi repentina: sai tudo e fica-se só no bailão com axé.
Só muda um pouco o “clima”, pois as pessoas estão com várias 24 horas seguidas disponíveis para a folia e mais tempo pelas ruas.
Algum conserto nisso? Não, não há. É a lei do menor esforço, menores custos e maiores lucros.
Abraços e obrigado pela companhia!