Shirin EbadiEsta senhora da foto é Shirin Ebadi, iraniana, advogada, ativista dos direitos humanos e Prêmio Nobel da Paz em 2003.

No contexto de uma entrevista ao jornal catalão (Espanha) La Vanguardia, ela diz sobre o Irã:

E dizer ao mundo que ainda temos a lei da lapidação. E que no mês passado condenaram cinco políticos a ter a mão direita e o pé esquerdo cortados (a pena por roubo).”

Que sorte a dos políticos do mundo ocidental os muçulmanos não terem conquistado a Europa. Assim tivesse acontecido, seriamos hoje, cá na América, também muçulmanos.

Essas severas punições em países muçulmanos têm em sua origem, uma punição religiosa. No caso, “cortar a mão direita”, porque é com ela que o fiel deve levar o alimento à boca, ficando a mão esquerda para a higiene pessoal.

Sem a mão direita, o indivíduo torna-se alguém que ninguém quer por perto. Não porque seja um político ladrão (a pena também é válida para outros crimes) mas porque ele certamente será impuro: limpa-se e come com a mesma mão. Torna-se um pária, um excluído da sociedade.

E são muitas as outras leis, assim, do Islã. Aos olhos dos ocidentais elas parecem rudes, mas isso é relativo.

Religiões infundem valores culturais nos povos no decorrer dos séculos e infiltrar-se nisso, tentar impor valores de outra civilização, não significa propriamente que a “humanizará”.

Os espanhóis ficaram horrorizados com os sacrifícios humanos astecas. E por acaso, foram melhores?

O Prêmio Nobel, da Paz principalmente, obedecem em muito a critérios políticos interessantes ao mundo ocidental.

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