Paulo Maluf promete livro-bomba. Póstumo.
Vejam só, que notícia alvissareira para especulações escabrosas (que aliás, eu gostcho).
Maluf diz que seu livro contará dos bastidores da eleição de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, em 1984, e da votação da emenda que permitiu a reeleição de Fernando Henrique Cardoso, em 1997.
Conversa para boi dormir. O turco até pode ter um biógrafo de sua extrema confiança ouvindo (e gravando) ele contar essas passagens, suas personagens e fatos, com o intuito de apresentá-las (como o fez), de escopo do projeto.
Mas foi pouco. Um pouco mais tarde ele ou (se não acontecer de descer ao túmulo antes) alguém de sua família/assessoria deixará escapar que o livro também contará fatos mais recentes da política brasileira.
Um trem desses agora é pauta da Joyces da vida. Vão estar lembrando, alguém duvida?
O que digo, é que traçarão o contorno do assunto de forma que muita gente fique preocupada em ter sido citada no livro em situação comprometedora.
Entendem?
Mesmo que nada disso exista, mesmo que o livro nem reúna conteúdo a ser publicado, a idéia nem é essa mesmo.
A idéia, é deixar muita gente com o cu na mão imaginando que aquela sua antiga cagada foi citada nas memórias de Paulo Maluf.
Imaginem: quando o turco morrer, algum repórter irá se lembrar desse projeto e perguntará para a família: E o livro que o Maluf prometeu, sai quando?
Será quando enrolarão e espertamente plantarão vazamentos do conteúdo dos originais. Tipo: Livro póstumo de Maluf fala de suborno no Ministério Público de São Paulo.
Já imaginaram o zunzuzum? Claro que é só um exemplo e muito mal formatado como “vazamento” indutor de suspeitas sobre o MP, exatamente quem mais faz a batata do turco assar.
A mim, a estória me cheira a isso: uma trincheira que o turco idealizou para continuar defendendo seu patrimônio.
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