Primeiro, que parece ser impossível desassociar os termos.  São da mesma árvore donde saem propagandistas e publicitários.

Se você sair a procurar definições para homem de marketing, de merchandising ou de média, irá encontrar. Para marketeiro, também ou talvez.

Um homem de marketing, acredito, não gosta de ser chamado de marketeiro. O termo parece-me um tanto quanto pejorativo quando assim usado. Não acham?

Diz-se marketeiro, àquele que sabe fazer auto-promoção, sem no entanto, corresponder a um mínimo aceitável de qualidade. Querem um exemplo? O Denílson, atualmente jogador do Palmeiras. (éca!)

O Denilson, faz muito tempo, mas muito mesmo, que não joga porra nenhuma. No entanto ele é um ótimo marketeiro. É sorridente, simpático, bem relacionado com atletas consagrados e assim, sempre consegue bons contatos e… contratos.

Agora, você já viu ou sabe de algum marketeiro que não seja o dedicado à política? Eu, nunca vi.

“Quem é o marketeiro?” “Onde está o marketeiro”, “Precisamos de um marketeiro” são expressões que só se ouvem na atividade política.

Quando no governo, mudam de casta: passam a ser publicitários.

Vide Duda Mendonça. Durante a campanha do Lula, era o marketeiro. Prestando serviços para o governo Lula, foi chamado publicitário.

Interessante, não acham?

E o marketeiro político bem merece a pecha. Eu diria que é ele, um publicitário político que aprofundou seus conhecimentos para além do ensinado nas escolas.

Um marketeiro precisa de sensibilidade política para a tomada de decisões (nem sempre polida e algumas vezes, eticamente discutíveis) para poder bem desempenhar suas funções.

Caso contrário, estando no meio apenas como publicitário político, ele não estará apto a exercer o cargo. Não, sem as especialidades dos subterrâneos da política onde o tal sapo que se engole é prato trivial.

O sapo, em política, hoje se engole. Amanhã faz outro engolir. E por ai vai, sem que se faça inimigos de fato. Política, é como formações de nuvens no céu que a cada espiada mudam de forma.

E o bom marketeiro sabe quando precisa avançar, recuar, mudar de imediato sua estratégia…

Uma das especialidades do marketeiro, é a interpretação das pesquisas eleitorais. Ele precisa ser bom nisso, senão quem sofre é a campanha que dirige e por contingência, o candidato para o qual trabalha.

Bem, melhor deixar por aqui. Se entrar no quesito “malandragem necessária” para o exercício do ofício, vou corar vocês.

As expressões “malandragem política” e “político malandro” não são excessões. São via de regra.

Agora, não confundam com “ladroagem política” ou “político ladrão”, por favor. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

A malandragem é tão incrustada no meio político que, quando o indivíduo é ladrão, por essa pecha é destacado: “Aquele, é ladrão mesmo” (O reforço na expressão é para que não se confunda o “ladrão” que diz o povo, do ladrão reconhecido no meio político)

Sem malandragem, não há político que sobreviva. Nem aqui, nem em qualquer outro lugar do mundo democrático.

Ih… essa é uma conversa para horas e horas. Vamos parando por aqui.

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