O pós socrático São Lula do PAC dos Últimos Dias
Postado por Sergio em 27 Mar 2008 em 07:19 pm | Em: Política
Vou explicar minha indignação em péssimas letras e mal traçadas linhas. Antes tivesse Sócrates se calado ao dizer acreditar que o homem, depois de dominada a ciência, teria tempo livre para ocupar-se de seu desenvolvimento espiritual e intelectual libertário. Meu padecimento seria menor.
Sou um desmedido apaixonado e gostaria de pensar, um dia, que o ideal de um modo sensato de viver de fato exista. Mesmo que por uma razão divina, ele tem que ser inteligível. Afinal, é para humanos.
Pensei que a democracia no Brasil tivesse um maluf aqui, um acm acolá para findarem-se com o tempo e as coisas, efetivamente, tomarem um rumo. Num processo natural de cozimento, toda substância a ser depurada tende a juntar borra no fundo e bolhas de espuma pela borda.
A borra, vira fertilizante da terra. As bolhas de espuma, são efêmeras, esfriam e desaparecem. O que resta, é o extrato a ser trabalhado, a matéria prima para posteriores composições.
Nessas, não sei qual a mais dolorosa: o atolar goela abaixo um pensamento minoritário no comando ou o assentimento surdo de uma massa aturdida. Massa, é gado, e tangida permite-se pela ausência do poder de discernimento, quando é ela quem detém o poder de discernir. Vox populi, vox dei.
Me diga: qual o interesse em acrescentar fome de saber àqueles nos quais sobre seus ombros se sustenta a fonte de poder? Não são o populismo e obscurantismo as eternas fontes de poder no Brasil?
O Hugo Chavez fala que o Brasil será mais rico que os USA. Expressão fanfarrona sacramentada pela sorte: John MacCain, que diz querer nos ver no G-8.
Me diz: política com Educação, por qual razão? O neo-companheiro Edir concordando então, fechou a fatura.
São Lula, agora com 75% de aprovação, dinheiro em caixa, oposição com passado que não recomenda (e futuro nem um pouco promissor) o santo homem agora deu de passar pitos em Bush e rolar a pedra da tumba de Severino Cavalcanti: “Levanta-te e anda”. (01)
Passa a régua. E a sacolinha.
(01) - Do Josias de Souza. Por formação, não tenho a ironia e o escracho por parceira. Mas admiro quem as bem sabe usar. Essa de Lázaro para SC, foi genial.
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A blogosfera vai acabar.