Nunca na história desse país um presidente foi tão aquinhoado pela sorte como o Lula.

Não bastasse ter herdado do governo anterior um modelo de correção econômica eficaz, foi feliz no passo seguinte de economias que fizeram esse mesmo trajeto: o da recuperação econômica com busca de justiça social.

O passo atual, do crescimento sustentado com distribuição de renda, teve nesse governo suas bases alicerçadas. Graças ao crescimento da economia no mundo puxado pela China, todos sabem.

E eis que surge o petróleo do pré-sal, como ficou identificado o gigantesco campo mar adentro (e a fundo) de nossas praias. Leva o país à condição de exportador, de estar por enquanto, como a oitava potência no mundo petrolífero. Que mudança, hem?

E olhem só a prosaica faca e queijo na mão do governo: ele pode decidir como será a exploração dessas jazidas. É muito poder.

E tanto poder, que Lula disse: “Quero o dinheiro do petróleo do pré-sal seja aplicado na Educação”.

Alvíssaras, pois se tal acontecer, será um derrame tão grande de dinheiro que, por mais que roubem em seu trânsito restará o bastante para mudar a face da nação.

Dinheiro em Educação significa mais escolas, professores melhor preparados e pagos, saúde e alimentação de qualidade para as crianças do infantil à universidade, oportunidades para desenvolver uma atividade esportiva com apoio integral, fim das favelas, fim da delinqüência infanto-juvenil. Enfim, um outro país.

Lindo. Mas, e para se chegar a isso? Demoraria ainda, quando pouco, uns dez anos para começar. Mas começaria.

E porque uma nova estatal?

Ora, se você fosse um governante tal o Lula, com altos níveis de aprovação e sem uma ocupação para depois de seu último mandato, não ficaria excitado com a possibilidade de vir a aceitar (docemente constrangido, é claro…) a presidência dessa estatal que pode colocá-lo, definitivamente, como um dos grandes nomes da História da Humanidade?

Não corto meus cojones se não for isso que passa pela cabeça de nosso presidente. Mas fosse eu, pensaria assim.

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