O Brasil no Conselho de Segurança da ONU
O Conselho de Segurança é um organismo das Nações Unidas responsável pela segurança mundial.
Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Russia e China são membros permanentes e os únicos com direito a veto. (Leia bem: veto)
Outros dez paises membros são rotativos e com mandato de dois anos.
Dificilmente alguma coisa por ali não recebe um veto, eis que sempre parecem estar incomodando algum país situado na influência do vetador.
Alguma sanção contra Israel? Os USA vetam. Alguma sanção contra a Coreia do Norte? A China veta.
Talvez precisem de algo como uma iminente invasão de extra-terrestres, ou da descoberta de um meteoro a se colidir com a Terra para que ninguém vete uma resolução.
E o que o Brasil pleitea, e faz tempo, é integrar o grupo de membros permanentes. Claro, por uma questão de boa politica diz “que o Conselho de Segurança precisa ser remodelado, incluir nações da America do Sul e da África e Asia”, mas sabe que se abrirem, será apenas para ele.
Índia? Mil problemas por ali, dado a eterna disputa com o Paquistão pela Caxemira. Seria um desastre incluir a Índia, nesses termos.
O Japão? Hum… Sua Constituição não permite Forças Armadas e por certo, nem tem como pleitear.
África do Sul? O CNA, o partido do Nelson Mandela, sempre ganha as eleições e não há alternâncias no poder.
Mas… o que interessa integrar o CS da ONU? Lembram que George Bush invadiu o Iraque atropelando a ONU?
Bush invadiu o país sob a alegativa da existência de armas de destruição em massa e isso é problema da ONU. Mas não convenceu e invadiu assim mesmo.
Pareceu desmoralizante? Pô, se foi. Mas foi o Bush, que se foi e seu tipo não cabe mais na política mundial.
E o mundo hoje, realmente é outro, com o poder mais pulverizado.
Para o Brasil, ser membro permanente do CS vem a somar no reconhecimento mundial como nação influente. Avalizam isso os olhos do mundo, primeiramente, a solidez doméstica conquistada nas últimas décadas.
Sim, se você não consegue por em ordem sua casa, suas instituições não funcionam, como arvorar-se em ser juiz da cozinha de outros?
Porisso que quando o Lula diz que, de repente, comprar alguns bilhões de dólares em aviões de guerra, a decisão é estratégica. Nessas, ele já tem o apoio da França.
Poder só se conquista com poder e vejo essa ambição do Brasil no CS da ONU como mais um espaço a ser conquistado.
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