Presidente LulaToda vez que o presidente Lula se coloca na defensiva, escuda-se no brasão da República. Aconteceu quando teve que ir à televisão explicar (?) o nefasto “mensalão” e agora, amainando uma fidelcastrite chavice aguda.

Nunca na história desse país, vi um presidente vestindo uma jaqueta com as armas da República nele estampada. Nem no tempo dos militares.

Nenhum governante gosta de ser contrariado, como nenhum governante pode esquecer que o sistema democrático é feito de forma que abrigue contrariedades. Não justifica a grosseria que o Presidente Lula tratou o Judiciário e o Congresso, acusando-os de “meterem o nariz onde não lhes compete”. Isso não existe, senhor presidente.

Quando venceu para exercer seu segundo mandato, contra o ex-governador Alckimin de São Paulo, Lula apanhou pesado em vários debates. Alckimin extrapolou, confundindo a figura do presidente com a instituição da Presidência da República. Assim como eu, estou certo que muitos brasileiros se desagradaram disso.

A instituição da Presidência da República é sagrada. Nela, abrigamos o depositário de nossas ansiedades, projetos e esperanças. Não pode ser espezinhada como também não pode agora, servir de escudo para os pós-arroubos anti-democráticos (01) de Lula.

Falou, assume cara. É seu. E se bebeu ou não bebeu antes de falar, é problema seu. “Je suis l’etait” morreu com Luiz XVI.

Quero que vocês reparem isso: quais as vezes que o presidente se apresenta em público com uma jaqueta com o brasão da República, para ver se não é sempre depois de uma khDA.

01 - A contradição do contraditório: a possibilidade de um presidente da república, democraticamente eleito, verberar um pensamento anti-democrático, graças à democracia.

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